Aliencake
Foi numa tarde de sábado, de encontros, reencontros e desencontros, de estreia literária e café, tudo prolongado em noite, jantar e mais café, ficando no entanto curto o tempo. De súbito, aparece-me pela frente um bolo com a minha cara. Um bolo com rosto de Alien. Olhei-o uma e outra vez, e só não me belisquei porque dói um bocado, convenhamos. Mesmo a aliens. As pessoas cantavam os parabéns e batiam palmas, eu ouvia e agradecia, mas mal tirava os olhos do bolo. Fizeram-me pegar nele com uma mão, perante a apreensão de alguns circunstantes, e conduzi-lo, ou deixar que me conduzisse, à mesa improvisada. Vivendo desde sempre em terrível dúvida sobre a minha origem e condição, houve um instante luminoso em que tudo se revelou. "Sou um bolo, afinal sou um bolo!" - exclamei para mim mesmo, entre alguma perplexidade e o alívio de uma certeza há muito tempo aguardada. Foi sol de pouca dura. Lá tive que partir o bolo. Lá tive que me cortar à faca em fatias que rapidamente desapareceram. Ao que parece, estava bom, eu. O facto é que, apesar disso, ainda estou vivo. Não serei, então, um bolo? Serei apenas a recordação dele? Felizmente, a fotógrafa estava lá. Serei assim talvez a fotografia de um bolo. Há piores destinos. Há piores fins de tarde-noite de sábados de lançamentos de livros, encontros, reencontros, desencontros, jantares, cafés, aniversários e ainda mais. Muito, muito piores, garanto-vos.
17 de abr. de 2007
Ecos da Páscoa
Infelizmente, disponho apenas de dois temas, que tenho de ir alternando, já que as gravações que possuo dos restantes têm fraca qualidade de som e poderiam transmitir uma ideia errada do que é realmente a banda.
Sei que alguns dos visitantes deste Título apreciam os Neverend. Espero que a banda conquiste mais adeptos, e assim ganhe mais força para ultrapassar os obstáculos que têm impedido o seu reaparecimento.
Fiquem bem, fiquem com o tema "Rush".
6 de abr. de 2007
Páscoa Feliz

Para quem a celebra ou festeja, e para quem não a celebra nem festeja, o importante é que sejam mais uns dias felizes, umas pequenas férias se possível, o estar com a família e os amigos, sem a correria do quotidiano, sem preocupações de trabalho, com saúde e alegria.

Amêndoas para todos! Fiquem, de novo, com os Neverend!
28 de mar. de 2007
The windmills of my mind...
A canção fez parte da música do filme "The Thomas Crown Affair" ("O Grande Mestre do Crime"), de 1968, realizado por Norman Jewison, com Steve McQueen e Faye Dunnaway. Em 1999, John McTiernan realizou um "remake" do filme, interpretado por Pierce Brosnan e Rene Russo.
A letra merece destaque, por isso também aqui fica:
The Windmills of your Mind
Round
Like a circle in a spiral
Like a wheel within a wheel
Never ending or beginning
On an ever-spinning reel
Like a snowball down a mountain
Or a carnival balloon
Like a carousel thats turning
Running rings around the moon
Like a clock whose hands are sweeping
Past the minutes of its face
And the world is like an apple
Whirling silently in space
Like the circles that you find
In the windmills of your mind
Like a tunnel that you follow
To a tunnel of its own
Down a hollow to a cavern
Where the sun has never shone
Like a door that keeps revolving
In a half-forgotten dream
Or the ripples from a pebble
Someone tosses in a stream
Like a clock whose hands are sweeping
Past the minutes of its face
And the world is like an apple
Whirling silently in space
Like the circles that you find
In the windmills of your mind
Keys that jingle in your pocket
Words that jangle in your head
Why did summer go so quickly?
Was it something that you said?
Lovers walk along a shore
And leave their footprints in the sand
Is the sound of distant drumming
Just the fingers of your hand?
Pictures hanging in a hallway
And the fragment of a song
Half-remembered names and faces
But to whom do they belong?
When you knew that it was over
You were suddenly aware
That the autumn leaves were turning
To the colour of her hair
(na versão de Nana Mouskouri)
(When you knew that it was over
In the autumn of goodbyes
For a moment you could not recall
The color of his eyes)
Like a circle in a spiral
Like a wheel within a wheel
Never ending or beginning
On an ever-spinning reel
As the images unwind
Like the circles that you find
In the windmills of your mind
Que a Primavera vos esteja a ser agradável!
19 de mar. de 2007
Para os meus filhos
Gostei imenso de todas as palavras. Digamos que é isso mesmo que um pai, ao fim destes anos, gostaria de ouvir (ou ler). A música também foi escolhida a dedo: de facto, muitas secas vos dei com "A Banda" (e outras, e muitas outras... :))) e espero continuar a dar, pois então. Como canta a outra, "até que a voz me doa" lololol.
Que a vossa música seja sempre a melhor, e a vossa vida como a vossa música, e que me vão aturando por muitos e bons, que amanhã... é outro dia ;)
Muitos beijos para os dois e... OBRIGADO!
Feliz Dia, Pai!
Viemos aqui deixar um grande beijo e um grande abraço neste dia especial, e lembrar uma música que crescemos a ouvir, conhecendo-a apenas pela voz do nosso pai.
Tal como tantas outras músicas que ele nos deu a conhecer, e que nos ensinou ao longo da nossa infância, influenciou a nossa maneira de ser e sobretudo a nossa ligação à música.
Ouvir e tocar música foi algo que desde muito cedo teve um significado especial para nós, em grande parte graças a tantos serões passados na tua companhia, Pai.
Por isso e por tudo o que nos tens trazido ao longo da nossa vida,
--
Chico Buarque - A banda
Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parou
A namorada que contava as estrelas parou
Para ver, ouvir e dar passagem
A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou
A moça feia debruçou na janela
Pensando que a banda tocava pra ela
A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor
Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a banda passou
E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor...
13 de mar. de 2007
Para não dizer que não postei...
8 de mar. de 2007
8 de Março

Independentemente de ser ou não ser justificada e oportuna a celebração do Dia Internacional da Mulher, a verdade é que a data se comemora hoje, e não vejo nenhuma razão para não deixar aqui o meu beijo às amigas que me visitam. Uma flor para vocês, neste vosso dia. Uma flor para todas as mulheres.

E mais estas.

1 de mar. de 2007
Jeff Buckley

Como exemplo, embora um tanto diferente da sua linha habitual de composição, mas por isso mesmo, fica a canção Corpus Christi Carol, do álbum Grace.
He bear her off, he bear her down
He bear her into an orchard ground
Lu li lu lay lu li lu lay
The falcon hath bourne my mate away
And in this orchard there was a hold
That was hanged with purple and gold
And in that hold there was a bed
And it was hanged with gold so red
Lu li lu lay lu li lu lay
The falcon hath bourne my mate away
And on this bed there lyeth a knight
His wound is bleeding day and night
By his bedside kneeleth a maid
And she weepeth both night and day
Lu li lu lay lu li lu lay
The falcon hath bourne my mate away
By his bedside standeth a stone
Corpus christi written thereon
23 de fev. de 2007
Zeca Afonso deixou-nos há 20 anos

Era um redondo vocábulo
Uma soma agreste
Revelavam-se ondas
Em maninhos dedos
Polpas seus cabelos
Resíduos de lar
Nos degraus de Laura
A tinta caía
No móvel vazio
Convocando farpas
Chamando o telefone
Matando baratas
A fúria crescia
Clamando vingança
Nos degraus de Laura
No quarto das danças
Na rua os meninos
Brincavam e Laura
Na sala de espera
Ainda o ar educa
18 de fev. de 2007
A receita da semana

Para quatro pessoas,
* 4 ovos grandes
* 4 fatias de pão de forma
* 80 g de manteiga (reparem no pormenor...)
* 100 g de queijo ralado
* 4 fatias de presunto do tamanho do pão
* 2 colheres de sopa de vinagre por litro de água
* sal
A coisa faz-se assim:
1. Pôr ao lume um recipiente fundo e de boca larga com 1 litro de água, sal e o vinagre correspondente.
2. Quando a água ferver, partir os ovos e deitá-los, um a um, na água; cozer em lume brando durante 3 minutos exactamente. Pode ser útil cozer só 2 ovos de cada vez... :)
3. À medida que se retiram os ovos, introduzi-los numa tijela com água fria; depois, colocá-los sobre um pano limpo, para que escorram a água retida.
4. Entretanto, tostar ligeiramente o pão na torradeira; barrar as fatias com manteiga enquanto ainda estão quentes.
5. Colocar as tostas em pratos individuais, cobri-las com as fatias de presunto e metade do queijo ralado; colocar depois um ovo sobre cada uma delas e cobrir com o resto do queijo.
6. Introduzir uns minutos no forno, previamente aquecido, até o queixo fundir.
7. Servir os ovos assim que saiam do forno.
E pronto. Resta-me desejar-vos BOM APETITE!
9 de fev. de 2007
Porto Sentido
Com um bom Porto, ao pôr-do-sol, no Museu Romântico.
Os Rolling Stones são um pouco como o vinho do Porto. Por isso, a acompanhar, uma balada - As Tears Go By.
Bom fim de semana para todos!
Com a devida vénia e o meu muito obrigado, actualizo o post inserindo este belíssimo texto:
"Rendo-me. Morro de amor pelo Porto. Assim que desembarco naquele cinza azulado com cabelos de nevoeiro suspensos e engulo o cheiro do Douro, sinto-me quase pura.
O Porto tem mistérios que a emoção apanha e doura e transforma e eterniza. Clássico e íntimo, distante e sereno, arrogante e terno, soberbo e entristecido, atira-me um frio matinal e uma Foz opulenta. O Porto veste-se diferente. Ousado e vanguardista, formal e de linhas discretas, desce Santa Catarina como se fosse para o jazz e enquanto o café arrefece e o cigarro descai, olha displicentemente atento para a miúda integral e leite desnatado.
O Majestic vai envelhecendo ao ritmo do cansaço, as paredes descascam-se sem pudor e sempre ao velho poeta sucede-se um velho pintor, e lá fora a rua apetece. Com paixão desvairada mordo os bombons da Cunha, doces e intensos, especiais para recordar, para amar com a sôfrega paixão de quem deixa atrás uma cama aberta e um barco fundeado no Castelo do Queijo.
Estar no Porto é marcar encontro com Chagall e insistir no mistério do azul profundo com um sorriso sépia. É desejar uma asa e ter um sussurro apaixonado. É mergulhar numa arquitectura europeia e tropeçar em Mozart e derrapar num silêncio mordaz de Agustina, e perder o pé numa tela de Resende e ganhar a voz com Eugénio. O Porto de sombras. O Porto de sol. O Porto a trabalhar ao ritmo dos comboios. As castanhas no banco da Avenida, os livros, os barcos, a Ribeira, os putos, o vento e a inesquecível música de um violino despenhado.
Quem chega ao Porto chega sempre a um lugar diferente. Será do nevoeiro, será da claridade das casas austeras, dos jardins adocicados, da iluminação, das ruas apertadas, será da sombra do rio ao fundo dos hotéis cheios de gente, sei lá, deve ser de tanta beleza indizível, irretratável, mas também pode ser da memória do teu corpo que me persegue como uma onda e me galopa. E depois até a chuva é diferente. Escorrega sobre as pedras, desliza sobre o parque, enche de cheiro inglês o bairro da Boavista, amortece suavemente o Passeio Alegre, embala-nos o orgulho de uma cidade masculina.
O Porto vibra debaixo dos plátanos e das tílias, descansa sobre as estátuas, sonha na Arca de Água e consome nos centros comerciais e na tradicional 31 de Janeiro a vaidade urbana. São atmosferas densas de cor e forma, de desejos tórridos de contenção elitista, de segredos demorados e chistosos. O Porto é um tesouro que se fixa e que apetece sempre mais. Outra noite no Aniki-Bobó, outra conversa húmida no Luís Armastrondo, a mesmíssima música do rio no corredor da Ribeira.
O Porto com paixão. No Porto me perdi a meio de uma tarde iluminada pela geometria dos teus dentes. Sedento de moliceiros, perdido de saudade medieval, envolto de mistérios barrocos, no Porto me vejo fértil e bem português, rico e altivo, mulher de palavra quente e chã, corpo musculoso, visões antigas de uma verticalidade acintosa. Rude e compacto, áspero, mulher acesa, homem voluntarioso. Todos os ângulos são possíveis para te amar, todas as paisagens no trânsito caótico, na margem de Gaia, no sobressalto das águas picadas pelo vento do Moledo, no sossego dos jardins de S. Lázaro, no mercado, no táxi na Marginal, nos lençóis do Meridien. Ou seja, no Porto todo o amor é de paixão secreta e voluptuosa, às vezes rubra outras azul-escuro, mas sempre paixão de luz contra o nevoeiro. Porque o Porto não se esquece aqui fica em posfácio o recado possível. Angustia-me. Arruivece-me. Inaugura-me outra ponte. Devolve-me o teu momento de paixão."
Mendes Ferreira
1 de fev. de 2007
FRAGMENTOS: Cafés e afins por onde passei, convenientemente suspensos no tempo e no espaço para que possa visitá-los quando me apetecer.
CAFÉ APOLO

27 de jan. de 2007
Lili Marlene

Recordemos outra Marlene, a Dietrich, a intérprete.
A canção tornou-se obrigatória durante a Primeira Guerra Mundial, a partir de 1916. Os soldados alemães cantavam-na nas trincheiras, e muito rapidamente os soldados ingleses, americanos e franceses os imitaram.

Conheceu inúmeras versões desde a original, evidentemente em ritmo de marcha...
Foi título de um filme de Fassbinder.
Deixo aqui a letra original e uma tradução para Inglês.
20 de jan. de 2007
Stranger in a strange land
". . .I would never undertake to be a `Prophet,' handing out neatly packaged answers to lazy minds. [. . .] anyone who takes that book as answers is cheating himself. It is an invitation to think - not to believe."
15 de jan. de 2007
Receita da semana... de volta!
Como vinha sendo hábito, apresento apenas um prato principal, deixando aos meus ilustres comentadores o necessário espaço para a sugestão de vinhos, sobremesas, entradas, pratos alternativos, enfim, o que quiserem...
Vamos ao que interessa, neste caso...

(para 4 pessoas)
* 500 g de atum ou bonito fresco
* farinha
* 1 cebola
* 1 dl de azeite
* 1 copo de vinho
* 1 copo de caldo de peixe instantâneo (ou, melhor ainda, de caldo de peixe caseiro, se houver...)
* 1 colher de sopa de amêndoas tostadas picadas
Para a marinada:
* 1 limão, pimenta em grão
* 2 dentes de alho, 2 cebolas
* salsa, tomilho
* 1 folha de louro, sal
Preparação:
1. Preparar a marinada com 2 colheres de sopa de azeite, as cebolas e os alhos cortados em lâminas, o sumo de meio limão e os elementos aromáticos. Introduzir o atum cortado em pedaços e deixar macerar umas horas.
2. Escorrer o atum e reservar a marinada.
3. Aquecer o azeite restante, passar levemente o peixe por farinha e fritá-lo um pouco. Com 4 colheres de sopa deste azeite refogar, de preferência num prato de barro, a cebola cortada muito fina. Após 6 minutos, quando a cebola ficar transparente, juntar o atum, o líquido da marinada coado pelo passador e o vinho.
4. Cozer em lume brando cerca de 10 minutos. Verificar o tempero e rectificá-lo, se necessário. Polvilhar o guisado com a amêndoa picada e deixar cozer cerca de 10 minutos mais, vogiando para que não agarre. Terá que ficar com molho. Se, durante a cozedura, tiver absorvido demasiado líquido, juntar um pouco de caldo de peixe.
5. Servir na caçarola.
Este prato pode ser acompanhado com verduras levemente salteadas no azeite e cozidas depois com o peixe.
Bom apetite!
3 de jan. de 2007
Milénio
Chegamos agora ao sétimo ano do dito, e a minha perspectiva continua idêntica, e cada vez mais justificada, no meu modo de ver, pelos factos que todos os dias nos tomam de assalto.
Por isso, e sem mais comentários, aqui o deixo:
1000 N & 1
Os pirilampos atacam na Avenida
No braço esquerdo da Torre a chuva arde
A Oriente há um degrau onde o sol chora
A decadência dos ferros de engomar
Que já nada é como dantes pensa o búzio
De olhar ausente nas feridas da seara
E um gelado lambe à luz dos Continentes
Botões e teclas e carros e mais carros
Em carrossel onde os sonhos se desdizem
Dos ecrãs seminaristas cospem mar
E aquele ali com a gravata às utopias
Ri-se gatilho na tecnodiscoteca
Que amanhã sim encontraremos rimas
Quando já só nos sobrar uma palavra
31 de dez. de 2006
Feliz Ano Novo
Que seja bom para todos. Que traga paz, fora e dentro de nós.
E tudo o resto que sabemos e desejamos.
Por falar em saber, que traga sabedoria, que faz muita, muita falta...
Que traga consciência da vida, do mundo, do presente e do futuro.

Para todos, um Feliz Ano Novo!
P.S.: Não tenho tido tempo para vir aqui. Peço desculpa por não ter retribuído as vossas visitas. Para o ano serei mais assíduo :)
23 de dez. de 2006
Bom Natal para todos!

Natal ou qualquer outra data que festejem ou celebrem,
em paz, com saúde e alegria, junto daqueles que amam.

Para todos vós, o meu obrigado pela companhia, pelos comentários, pela amizade, e
o meu abraço.
18 de dez. de 2006
Parabéns, Renata!

Um aniversário muito, muito feliz, e que os anos que aí vêm sejam ainda melhores do que este dia!
Hoje, com especial dedicatória para ti, fica também o poema do post anterior...
E mais este postalzito :)
16 de dez. de 2006
Viagem
Vai como quem quer e quem não querAbre as asas e voa para a paz
Do futuro que espreita a tua sombra
No presente daquilo que serás
Vai contra a maré se tem de ser
À descoberta do sul do sol do sal
Das palavras que o vento beije e leve
Em viagem estamos todos afinal
Somos onde chegamos



