Aliencake

Foi numa tarde de sábado, de encontros, reencontros e desencontros, de estreia literária e café, tudo prolongado em noite, jantar e mais café, ficando no entanto curto o tempo. De súbito, aparece-me pela frente um bolo com a minha cara. Um bolo com rosto de Alien. Olhei-o uma e outra vez, e só não me belisquei porque dói um bocado, convenhamos. Mesmo a aliens. As pessoas cantavam os parabéns e batiam palmas, eu ouvia e agradecia, mas mal tirava os olhos do bolo. Fizeram-me pegar nele com uma mão, perante a apreensão de alguns circunstantes, e conduzi-lo, ou deixar que me conduzisse, à mesa improvisada. Vivendo desde sempre em terrível dúvida sobre a minha origem e condição, houve um instante luminoso em que tudo se revelou. "Sou um bolo, afinal sou um bolo!" - exclamei para mim mesmo, entre alguma perplexidade e o alívio de uma certeza há muito tempo aguardada. Foi sol de pouca dura. Lá tive que partir o bolo. Lá tive que me cortar à faca em fatias que rapidamente desapareceram. Ao que parece, estava bom, eu. O facto é que, apesar disso, ainda estou vivo. Não serei, então, um bolo? Serei apenas a recordação dele? Felizmente, a fotógrafa estava lá. Serei assim talvez a fotografia de um bolo. Há piores destinos. Há piores fins de tarde-noite de sábados de lançamentos de livros, encontros, reencontros, desencontros, jantares, cafés, aniversários e ainda mais. Muito, muito piores, garanto-vos.

28 de jul. de 2007

Um doce fresquinho

Por sugestão da Gi, uma pequena receita adequada à época.

Primeiro, faz-se um

Granizado de limão (para 4 pessoas)

* 4 limões grandes e sumarentos
* adoçante artificial
* água fria

Raspar um pouco da casca de limão (apenas a parte amarela) e espremer todos os limões.
Juntar ao sumo e às raspas um pouco de adoçante e água fria, para obter uma limonada de sabor intenso, tão doce quanto se desejar.
Deitar numa cuvete. Introduzir no congelador até ficar com a consistência de granizado.

E agora, o

Icebergue de frutas



Ingredientes para 8 pessoas:
* 1 Kg de fruta tão variada quanto possível
* 1 litro de granizado de limão
* 1 cálice de kirsch
*
um pouco de natas batidas ou merengue para adornar (facultativo)

Preparação:
1.
O granizado de limão, previamente preparado, retira-se do congelador para que descongele um pouco, mas apenas o necessário para poder ser trabalhado.
2. Descascar a fruta, extraír os caroços e cortá-la em pedaços pequenos. Se houver melão, ou melancia, fazer bolinhas com a colherzinha especial. Procurar obter contrastes de cores :)
3. Regar a fruta cortada com o kirsch.
4. Numa forma alta e estreita, ir colocando camadas alternadas de frutas (separadas por classes ou misturadas, conforme se preferir) e de granizado de limão, comprimindo um pouco para que não se movam (o granizado tem de ter uma consistência bem forte). Começar e acabar com uma camada de granizado.
5.
Colocar a forma no congelador e deixar gelar por completo.
6. Para desenformar, passar rapidamente a forma por água morna e deitar sobre um prato de servir fundo.
7. Para servir, salpicar o icebergue com "flocos de neve" (nata batida com um pouco de açúcar e merengue, se se preferir).


Espero que seja suficientemente doce, suficientemente fresco, e do vosso agrado. Fora do vulgar não será muito, mas enfim... BOM APETITE!

19 de jul. de 2007

Para quem está de férias


Neste ou noutro cenário, e que importa é a boa companhia, uns petiscos, descanso, tempo para não fazer nada ou fazer o que se quer....

Para vocês que estão de férias...


BOAS FÉRIAS!

7 de jul. de 2007

Mais maravilhas

Em dia de escolha das novas sete maravilhas, não da blogosfera mas do mundo, constato que há muito por onde escolher. Se fossem os horrores, infelizmente também haveria, mas deixemo-nos disso. E os vencedores são... ora, já todos sabem quem foram, não é? Só para contrariar, e para ilustrar como as escolhas são difíceis, aqui está uma que não foi eleita:


Castelo de Neuschwanstein, em Schwangau, Alemanha



A Dulce Pontes compôs um hino interessante e aguentou-se bem à bronca com o José Carreras. Gostei de os ouvir.

No outro lado, o LiveEarth faz os possíveis para nos lembrar da Terra que queremos deixar "To our children's children's children", como referia o título de um velho (já!...) álbum dos Moody Blues.

Palavras e factos sobre Portugal, no programa das Sete Maravilhas, que nos recordam o muito que temos de bom. Sim, temos. E tanto para aproveitar, melhorar, corrigir, criar, e tão pouca vontade, tão poucas condições, tão pouco tempo... Há quem possa e não faça. Há quem queira e se veja entalado num quotidiano onde não sobra tempo para nada. Há quem consiga libertar-se, à custa de horas de descanso, e aja. São poucos, para tanto que há a realizar.

O mesmo posso dizer sobre a Terra que os nossos filhos, e não já os nossos bisnetos, encontrarão daqui a uns anos.



E mais não digo. Mudemos de onda, mas continuando a falar de maravilhas.

É tempo delas. Há quem goste, há quem deteste. Não vou dar-vos uma receita de sardinhas assadas, isso toda a gente sabe fazer! Optei por estas


SARDINHAS NO FORNO


Ingredientes para 4 pessoas:

* 8 sardinhas grandes
* 2 cebolas
* 2 dentes de alho
* 2 tomates maduros
* 1/2 dl de azeite
* 1/2 copo de vinho branco seco
* bastante salsa
* um pouco de pão ralado
* umas gotas de vinagre
* 1 colher de sopa de ervas finas
* um pouco de pimentão doce
* 1 limão

Preparação:

1. Limpar as sardinhas, tirando-lhes ou não as cabeças, conforme se preferir. Temperá-las levemente com sal e pimenta e regá-las com limão.
2. Pelar os tomates, extraír-lhes as sementes e cortá-los em pedacinhos.
3. Descascar e picar as cebolas e os alhos; misturá-los com o tomate; juntar-lhes as ervas finas.
4. Cobrir com esta mistura o fundo de um prato de cerâmica ou vidro que possa ir ao forno; dispor por cima as sardinhas, sem que fiquem unidas.
5. Regar com o vinho e algumas gotas de vinagre.
6. Polvilhar com a salsa picada e o pão ralado; regar com o azeite.
7. Levar a forno suave durante cerca de 15 minutos, regando as sardinhas, de vez em quando, com o seu molho. Retirar quando a superfície estiver ligeiramente gratinada.

E está feito. Parece-vos bem? A mim, parece. Delicioso. Por isso,

BOM APETITE, ao som de Where Have All The Flowers Gone e de Pete Seeger.

30 de jun. de 2007

As ... maravilhas da blogosfera

Quero agradecer à minha amiga Capricórnia a amabilidade de ter nomeado o meu blog para as

Fico feliz e comovido por ver que o meu espaço é apreciado por alguém cujo blogue, que frequento regularmente, é uma das minhas referências na blogo.

De acordo com o regulamento deste concurso, competir-me-ia deixar aqui as minhas sete nomeações. Não vou fazer nada disso, por absoluta impossibilidade de escolher apenas sete blogues. As minhas maravilhas da blogosfera são os espaços que visito e onde comento com regularidade e que, com as suas características próprias e o seu conteúdo diversificado, me ensinam coisas, me divertem, me contam histórias, me dão a ler prosa e poesia, me mostram belas imagens, me fazem ouvir excelente música, enfim, me mantêm preso à blogosfera numa espécie de ritual quase diário, do qual já não posso prescindir.

É desnecessário indicar os títulos desses blogues: estão bem à vista, ali na coluna da direita, sob a rubrica Outros Títulos. São todos eles uma maravilha, e espero que se mantenham vivos e de boa saúde, para minha satisfação.

25 de jun. de 2007

FRAGMENTOS: Cafés e afins por onde passei, convenientemente suspensos no tempo e no espaço para que possa visitá-los quando me apetecer.


CAFÉ TROPICAL


O Tropical era um café de casais. De casalinhos, melhor dizendo. Não sei se ainda é, nem sequer se ainda existe, e não vou preocupar-me em descobrir. Está suspenso no tempo e nos espaço, isso é que importa. Área diminuta, mesas indicadas para duas pessoas e respectivas sebentas, que o Tropical era também um café de estudo. Muitas vezes lá vi estudar futuros assistentes, professores catedráticos e, pelo menos, um Reitor.

Logo pela manhã, já havia quem aparecesse para o pequeno-almoço e uma sessão de livralhada. Mais tarde, a sagrada hora da bica, a conversa em dia, o namoro. Claro que havia mesas ocupadas só por uma pessoa, ou por três ou quatro, mas era raro. Como disse, o Café Tropical fazia-se a dois. Meia de estudo, meia de conversa, galões e tostas mistas, e assim escorria a tarde e se despovoava temporariamente o café.

A alma do Tropical era o Sr. Mário, um empregado de mesa baixinho e de cabelo muito preto, do qual o Zé Manel dizia, com certeira crueldade, que tinha um tamanho de pé igual à distância que ia do dito pé ao joelho. O Sr. Mário, omnipresente, solícito, amável, talvez mesmo em demasia, com o tempo já conhecia as preferências de cada cliente, de modo que os comes e os bebes pareciam materializar-se nas mesas, como que por milagre, ainda antes de serem pedidos. De mesa em mesa, eclipsava completamente o vago casal de donos plantado atrás do balcão, ainda que este se situasse uns dois ou três degraus acima do plano onde repousavam as mesas. Um dia alguém descobriu que o Sr. Mário jogava futebol de salão. Inimaginável! Parece que era guarda-redes, e é tudo o que posso adiantar, já que nem sequer faço ideia de quem e como descobriu o segredo.

Sento-me numa noite de Verão na pequena esplanada, a mesa preenchida sobretudo por imperiais e garrafas de cola vazias, porque o Coutinho dissera adeus à cerveja e às outras bebidas alcoólicas, mas acompanhava garbosamente os bebedores atacando cola atrás de cola. O Coutinho mais velho, que parecia ter surgido do nada na esplanada do Tropical e era, evidentemente, irmão do Coutinho mais novo, um anarca que conseguia escandalizar até os menos impressionáveis, como quando interrompeu um discurso solene numa Assembleia, pouco depois do 25 de Abril. Dizia o orador que o país estava em festa, que a Assembleia estava em festa, e o Coutinho mais novo dispara:

- Então, Sr. Presidente, estamos em festa... e não se fode???

Era meio maluco, o Coutinho mais novo. Ou parecia.

Tanto cá fora como lá dentro, as mesas eram quase sempre ocupadas pelas mesmas pessoas. Uma espécie de lugares cativos, embora às mesas da esplanada abancassem grupos maiores, que era preciso fazer render o espaço. Ali mesmo ao lado da esplanada do Piolho, onde também havia habitués, tudo isto sem grande necessidade daquilo a que, anos mais tarde, se chamaria fidelizar a clientela...

Apareciam panfletos nas mesas. Comunicados e tarjetas, que não se sabia de onde vinham, mas surgiam sempre. E também se cozinhavam lá bastantes. Por isso, regularmente, o café recebia a visita de agentes e informadores da PIDE, que era suposto passarem despercebidos, mas que todos reconhecíamos, notas fortemente dissonantes naquele ambiente quase familiar. Por essas e por outras, nem todas as noites de Verão eram calmamente passadas na esplanada do Tropical. Como aquela em que fomos a uma manif contra a guerra colonial, lá para os lados do bairro do Marechal, “Abaixo a guerra colonial, abaixo a guerra colonial!”, e vem de lá o corpo de intervenção e começa a exercer a sua função de malhar a eito, e a manif dispersa para se reorganizar um pouco mais tarde e mais adiante, em correria encabeçada por um rapaz de bóina à Che Guevara, com estrela vermelha e tudo, que quanto mais fugia, mais gritava: “Recuar é ceder, recuar é ceder!”

De bóina também entrou o Colega Bento na aula de um catedrático de extrema-direita que “as massas” decidiram boicotar. Muitas vezes subimos o passeio em frente à Associação, em amena conversa, o Colega Bento e eu. Mas, naquela manhã, ao lente não lhe terá caído bem a bóina invasora, e assim começou a invectivar o prevaricador:

- Ó meu amigo Che Guevara! ...

Não teve tempo para mais, que logo o Colega Bento lhe atirou:

- Che Guevara fosse eu, que você já não estava aqui a dar aula nenhuma!

Foi expulso da faculdade, o Colega Bento. Pois. Fora da faculdade também andou o Veiga, que um belo dia apareceu no tribunal para assistir ao julgamento de meia dúzia de manifestantes apanhados à má fila vestindo, ele Veiga, blusão e calças Levi’s vermelho vivo, complementando a fatiota com óculos escuros e... bengala!

- Ó Veiga, mas que vestimenta é essa???

- Pá, a PIDE anda atrás de mim, isto é um disfarce, que te parece?

Pareceu-me que, minutos depois, um pide se chegou ao Veiga e, com um risinho trocista:

- Então, Sr. Veiga, por aqui?

“Audácia, meus senhores, sempre audácia!” – era o lema do Veiga. De facto...

O juiz que presidia a esse julgamento era já velhote e comia uma papa qualquer durante as audiências, para gáudio do público. Às tantas só deixavam entrar estudantes de Direito, e nunca se viram tantos cartões da respectiva faculdade na mão de tanta gente, passados de dentro da sala de audiências para fora numa espécie de multiplicação divina. Dizia um advogado de defesa: “Com este juiz tem que ser assim, vénia para a direita, vénia para a esquerda, coice para ambos os lados!” Também bebia uns copitos, o advogado, mas nunca perdia o norte, apesar de chamar sistematicamente chefe ao subchefe da PSP que lá estava a fazer número de testemunha de acusação.

- Chefe não, Sr. Dr., Subchefe...

- Sr. Chefe, eu sei porque o trato assim, e o senhor Chefe também...

Soube mais tarde que o Chefe tinha sido despromovido por se espetar ao volante de um 115, de modo que o advogado de defesa lá tinha, de facto, as suas razões...

Passados largos anos, voltei ao Tropical, e quem haveria de me atender? O Sr. Mário, evidentemente. Também ele parecia suspenso no tempo e no espaço, sem sinais de envelhecimento, o cabelo sempre muito preto - quem sabe se o pintava? Para meu espanto, chamou-me pelo nome. Tratou-me como se ainda ali tivesse estado no dia anterior. E foi exactamente o que me pareceu.

17 de jun. de 2007

Palavras...


À procura das palavras


I

Subi então até à raíz do poema

e aí encontrei uma flor petrificada.

Olhei em volta, à procura das palavras

que pudesse comprar a minha sede:

- Era um deserto de nervos

Com margens de sangue

A paisagem na raíz do poema - eu.

Murmurei vagamente uma oração antiga

E quase me desfiz em pó de tanto olhar

E me arder a vista atroz, incendiada, no crepúsculo

inigualável. Silêncio e mais silêncio.


II

A água corria, corria por entre as pedras,

levava no corpo destroços de cidades,

laranjas esquecidas na penumbra,

raparigas ironicamente vestidas, vestidas de verde,

raparigas-água impressionantes, sorridentes.

A água corria e era muita e era bela. Levava

A palavra procurada, a palavra do poema

algures no corpo, recatada e mansa, talvez adormecida.

Eu sabia apenas que entretanto amanhecera.


III

Tenho sede. Ergo-me de repente e abandono

o amável leito de todos os dias. Veloz como

o navio que sabe seguro o porto, ganho

o espaço ritual que me separa de mim.

Tenho sede. O meu pulso é algo de concreto e latejante,

assim me sinto e reconheço, à procura das palavras

na raíz incandescente do poema - eu.

São de pedra as cidades, são enormes e movem-se

no ritmo lógico em torno dos meus ombros.

A flor petrificada olha-me heroicamente, meigamente,

o seu espanto é de carne rigorosa. Tem cinco pétalas

azuis emocionadas, inscritas pouco a pouco nos meus olhos

maravilhosos de ironia, incrivelmente densos.


(1978)

12 de jun. de 2007

Parabéns, Luis!

Pois é, parece que foi ainda ontem que aqui coloquei um certo post de parabéns, e eis que chegou a hora de comemorar de novo a data!

Luis, para ti um enorme abraço. Um Feliz Aniversário, mas sobretudo muitos, muitos anos felizes, a fazeres aquilo de que gostas, com as pessoas que escolheres, com alegria e saúde.

Muita música! Que essa guitarra nunca se cale e esse talento para compor cresça cada vez mais.



À falta de outras, ponho a tocar aqui ao lado a You, dos Neverend. A tua/vossa You, de que todos por cá tanto gostamos.

O restante pessoal da casa associa-se a este post e respectivo conteúdo. Estamos contigo, hoje e sempre, para o que der e vier. E que venha o que mais desejes.

Muitos, muitos beijos.

PARABÉNS!!!!!!!!!

4 de jun. de 2007

Old Friends

Simon e Garfunkel e Old Friends/Bookends, ao vivo no Central Park.
Fiquem bem.
Boa semana!



29 de mai. de 2007

29 de Maio de 2007



Flores, evidentemente. Hoje e sempre.




Com tudo.

24 de mai. de 2007

Que farei com este blog?



Enquanto os dias cavalgam soletram se riem geometricamente colocados no centro da aparente voragem viagem imagem,

enquanto os traços permanecem oblíquos e no entanto se mudam reordenam ziguezagueiam e dançam,

enquanto as coordenadas simpatizam olham de soslaio os eixos os seixos os fechos e abrem e prometem e cercam e cerram,

enquanto as cores que há se multiplicam pelos nadas e as notas das inúmeras escalas se soltam e chamam e de tudo isso parece nascer um canto uma prece um sorriso,

enquanto as palavras discretas me fogem retiram cansadas quem sabe para que vãos para que dias para que sóis e os dedos se tornam vazios de espera e quase gritam de medo,

enquanto.

17 de mai. de 2007

A sobremesa sugerida e fabricada pela Tuche!

Tarde de Frutos silvestres.

1 pacote de bolacha Maria
100 gramas de manteiga
1 pacote de natas frescas para bater
100 grs de frutos silvestres congelados (vendem-se em pacotes)

Picar a bolacha maria na 123, depois de picada juntar 100 gramas de manteiga ou margarina derretida( fica melhor com manteiga) misturar a manteiga com a bolacha e espalhar num prato a formar um monte mas alisar com as mãos.
Bater as natas até ficarem grossas e espalhar por cima da bolacha, levar ao frigorifico durantes 3 horas, depois desse tempo deitar por cima das natas os frutos silvestres previamente descongelados e voltar ao frigorifico mais 1 hora.




Limitei-me a transcrever para aqui o comentário da Tuche, a quem agradeço a receita, e a colocar uma foto. O mérito é todo dela. Tal como a Tuche, desejo-vos bom apetite, já que a tarte parece ser deliciosa.

11 de mai. de 2007

A receita desta semana...

Pronto, é sexta-feira...

Mais um fim de semana que se inicia, mais uma oportunidade, quando a há, de quebrar a rotina e passar talvez dois dias diferentes.

Por aqui também se vai quebrar a rotina de não postar (! :) e, ao mesmo tempo, uma outra: a de não publicar receitas. A última que aqui deixei já se perdeu na famosa noite dos tempos, por isso estará na altura de propor um petisco e aceitar sugestões complementares de sobremesas e vinhos.

Assim, e sem mais conversa, passemos à


PESCADA COM MOLHO DE PINHÕES

Ingredientes para 4 pessoas
* 4 postas de pescada de 150 g cada
* 2 dentes de alho
* 100 g de pinhões
* 2 tomates grandes maduros
* um pouco de azeite
* sal
* 1/2 folha de louro
* 1 limão
* salsa picada




Preparação
1. Assar sobre a chama os tomates e os alhos. Pelá-los.
2. Deitar os tomates, os alhos e os pinhões na batedeira. Triturá-los.
3. Num tacho de barro, deitar um pouco de azeite e o preparado anterior; temperar, aromatizar com a meia folha de louro e cozer em lume brando. Deixar reduzir um pouco o molho.
4. Regar com um pouco de água quente; introduzir as postas de pesacada e o sumo do limão. Colocar o tacho no forno, aquecido a temperatura média.
5. Manter no forno durante 10 minutos.
6. Ao retirar o tacho, polvilhá-lo com salsa picada e servir logo.


E é tudo. Resta-me desejar-vos bom apetite. E bom fim de semana também!

6 de mai. de 2007

6 de Maio de 2007, Dia da Mãe



Um beijo a todas as mães.


1 de mai. de 2007

Primeiro de Maio

Em 1886, nos Estados Unidos, foi assim.



Noutra onda, mas com título coincidente, fiquem com os Bee Gees, numa de saudosismo :)
E apreciem as legendas :)







Para todos, um bom feriado. Um bom Primeiro de Maio.

25 de abr. de 2007

25 de Abril


Homem

Inútil definir este animal aflito.
Nem palavras,
nem cinzéis,
nem acordes,
nem pincéis
são gargantas deste grito.
Universo em expansão.
Pincelada de zarcão
desde mais infinito a menos infinito.


Deixo-vos com as palavras de António Gedeão, as pinceladas de espuma e os anéis de Saturno. Um bom feriado para todos. Um bom 25 de Abril para todos.

17 de abr. de 2007

Ecos da Páscoa

Título que pouco ou nada terá a ver com estas linhas, mas enfim... já era mais do que tempo de transformar a Páscoa em eco e publicar qualquer coisita de novo. Devido a limitações temporárias no meu equipamento, não se admirem se não colocar fotos. Será por pouco tempo. A música é que muda, mas não muito: quero continuar a colocar no ar os Neverend, por todas as razões e mais pelo facto de estarem a lutar com todas as forças, contra ventos e marés, para retomarem a actividade de composição e interpretação, quer dizer, novas músicas e concertos, interrompida já lá vão cerca de dois anos. Entre muitas bandas de gente nova (neste caso muito nova mesmo aquando da formação) que tenho ouvido, os Neverend são, para mim, um caso à parte. Por razões muito pessoais, mas também pela qualidade e originalidade dos temas, quer em Inglês quer em Português e pela forma (diria antes formas) de os interpretarem.

Infelizmente, disponho apenas de dois temas, que tenho de ir alternando, já que as gravações que possuo dos restantes têm fraca qualidade de som e poderiam transmitir uma ideia errada do que é realmente a banda.

Sei que alguns dos visitantes deste Título apreciam os Neverend. Espero que a banda conquiste mais adeptos, e assim ganhe mais força para ultrapassar os obstáculos que têm impedido o seu reaparecimento.

Fiquem bem, fiquem com o tema "Rush".

6 de abr. de 2007

Páscoa Feliz



Para quem a celebra ou festeja, e para quem não a celebra nem festeja, o importante é que sejam mais uns dias felizes, umas pequenas férias se possível, o estar com a família e os amigos, sem a correria do quotidiano, sem preocupações de trabalho, com saúde e alegria.



Amêndoas para todos! Fiquem, de novo, com os Neverend!

28 de mar. de 2007

The windmills of my mind...

Deixemos um pouco de lado os Neverend, mas ali mesmo à mão de semear...
Proponho-vos "The Windmills of your Mind", uma composição de Michel Legrand, numa das suas muitas versões, no caso a de Noel Harrison, agora substituída, a pedido, pela de Nana Mouskouri.

A canção fez parte da música do filme "The Thomas Crown Affair" ("O Grande Mestre do Crime"), de 1968, realizado por Norman Jewison, com Steve McQueen e Faye Dunnaway. Em 1999, John McTiernan realizou um "remake" do filme, interpretado por Pierce Brosnan e Rene Russo.

A letra merece destaque, por isso também aqui fica:


The Windmills of your Mind

Round
Like a circle in a spiral
Like a wheel within a wheel
Never ending or beginning
On an ever-spinning reel
Like a snowball down a mountain
Or a carnival balloon
Like a carousel thats turning
Running rings around the moon
Like a clock whose hands are sweeping
Past the minutes of its face
And the world is like an apple
Whirling silently in space
Like the circles that you find
In the windmills of your mind

Like a tunnel that you follow
To a tunnel of its own
Down a hollow to a cavern
Where the sun has never shone
Like a door that keeps revolving
In a half-forgotten dream
Or the ripples from a pebble
Someone tosses in a stream
Like a clock whose hands are sweeping
Past the minutes of its face
And the world is like an apple
Whirling silently in space
Like the circles that you find
In the windmills of your mind

Keys that jingle in your pocket
Words that jangle in your head
Why did summer go so quickly?
Was it something that you said?
Lovers walk along a shore
And leave their footprints in the sand
Is the sound of distant drumming
Just the fingers of your hand?
Pictures hanging in a hallway
And the fragment of a song
Half-remembered names and faces
But to whom do they belong?

When you knew that it was over

You were suddenly aware
That the autumn leaves were turning
To the colour of her hair

(na versão de Nana Mouskouri)

(When you knew that it was over
In the autumn of goodbyes
For a moment you could not recall
The color of his eyes)


Like a circle in a spiral
Like a wheel within a wheel
Never ending or beginning
On an ever-spinning reel
As the images unwind
Like the circles that you find
In the windmills of your mind




Que a Primavera vos esteja a ser agradável!

19 de mar. de 2007

Para os meus filhos

Tenho que vos desculpar o assalto, porque vocês produziram o melhor post do Dia do Pai de toda a blogosfera... pelo menos na minha suspeitíssima opinião :)

Gostei imenso de todas as palavras. Digamos que é isso mesmo que um pai, ao fim destes anos, gostaria de ouvir (ou ler). A música também foi escolhida a dedo: de facto, muitas secas vos dei com "A Banda" (e outras, e muitas outras... :))) e espero continuar a dar, pois então. Como canta a outra, "até que a voz me doa" lololol.

Que a vossa música seja sempre a melhor, e a vossa vida como a vossa música, e que me vão aturando por muitos e bons, que amanhã... é outro dia ;)

Muitos beijos para os dois e... OBRIGADO!

Feliz Dia, Pai!

Tomámos por assalto o blog do nosso pai!

Viemos aqui deixar um grande beijo e um grande abraço neste dia especial, e lembrar uma música que crescemos a ouvir, conhecendo-a apenas pela voz do nosso pai.

Tal como tantas outras músicas que ele nos deu a conhecer, e que nos ensinou ao longo da nossa infância, influenciou a nossa maneira de ser e sobretudo a nossa ligação à música.

Ouvir e tocar música foi algo que desde muito cedo teve um significado especial para nós, em grande parte graças a tantos serões passados na tua companhia, Pai.

Por isso e por tudo o que nos tens trazido ao longo da nossa vida,


Obrigado!

de: Luis e Renata

--




Chico Buarque - A banda

Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parou
A namorada que contava as estrelas parou
Para ver, ouvir e dar passagem

A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou
A moça feia debruçou na janela
Pensando que a banda tocava pra ela

A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor

Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a banda passou

E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor...