Os cinco vértices foram também usados pelos neo-pitagorianos para representarem os cinco elementos
ύδωρ, Hydor, Água
Em Roma foi originalmente símbolo da deusa romana Vénus
O símbolo é encontrado na natureza, como a forma que o planeta Vénus faz durante a aparente retroacção de sua órbita (Vénus descreve um pentagrama quase perfeito com a sua rota pelo Zodíaco de 8 em 8 anos).
Também representava Lúcifer, que era Vénus na pele de Estrela da Manhã, aquele que trazia a luz e o conhecimento
O Pentagrama vê-se ainda figurado como fazendo parte de muitas construções Cristãs, como sejam o Templo Nauvoo de Illinois e o Templo de Salt Lake entre outros.
- Templo de Nauvoo -
Heinrich Cornelius Agrippa e outros perpetuaram a popularidade do pentagrama como símbolo de magia, mantendo os atributos dos cinco elementos originalmente decretados por Pitágoras.
E há mais, muito mais :))) Mas escolhi só algumas imagens que achei interessantes. O texto não passa de legendagem.
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Aliencake
Foi numa tarde de sábado, de encontros, reencontros e desencontros, de estreia literária e café, tudo prolongado em noite, jantar e mais café, ficando no entanto curto o tempo. De súbito, aparece-me pela frente um bolo com a minha cara. Um bolo com rosto de Alien. Olhei-o uma e outra vez, e só não me belisquei porque dói um bocado, convenhamos. Mesmo a aliens. As pessoas cantavam os parabéns e batiam palmas, eu ouvia e agradecia, mas mal tirava os olhos do bolo. Fizeram-me pegar nele com uma mão, perante a apreensão de alguns circunstantes, e conduzi-lo, ou deixar que me conduzisse, à mesa improvisada. Vivendo desde sempre em terrível dúvida sobre a minha origem e condição, houve um instante luminoso em que tudo se revelou. "Sou um bolo, afinal sou um bolo!" - exclamei para mim mesmo, entre alguma perplexidade e o alívio de uma certeza há muito tempo aguardada. Foi sol de pouca dura. Lá tive que partir o bolo. Lá tive que me cortar à faca em fatias que rapidamente desapareceram. Ao que parece, estava bom, eu. O facto é que, apesar disso, ainda estou vivo. Não serei, então, um bolo? Serei apenas a recordação dele? Felizmente, a fotógrafa estava lá. Serei assim talvez a fotografia de um bolo. Há piores destinos. Há piores fins de tarde-noite de sábados de lançamentos de livros, encontros, reencontros, desencontros, jantares, cafés, aniversários e ainda mais. Muito, muito piores, garanto-vos.
27 de ago. de 2008
Variações sobre o Pentagrama
16 de ago. de 2008
Lombo bem "tempurado"
Comecemos pela Tempura, e vamos lá ver em que consiste:
A tempura foi introduzida no Japão por missionários portugueses e espanhóis, durante o século XVI. A palavra tempura poderia ter sido derivada tanto da palavra portuguesa "tempero" (ou do verbo temperar) como de "têmporas", nome que designa os períodos de jejum realizados no catolicismo, tais como a Quaresma (chamada em latim de quadragesima tempora), onde tradicionalmente os fiéis se abstinham do consumo de carnes, preferindo comer vegetais e peixes.
Hoje em dia ainda existe um prato em Portugal muito semelhante à tempura, denominado peixinhos da horta, que consiste de pedaços de feijão-verde fritos envoltos num polme geralmente mais espesso que o da tempura. " Peixinhos da horta, quem diria :))) E que delícia!

Ingredientes para 2 pessoas:
4 camarões tigre
1/2 courgete
4 feijões verdes
1/2 beringela
1/2 pimento encarnado
Óleo para fritar
Para o polme:
330 gr de farinha
1/2 l de água
6 gr de fermento instantâneo
8 gr de açúcar
8 gr de sal
Preparação:
1. Cortar os legumes em tiras da grossura de um dedo e retirar a casca do camarão deixando apenas a cabeça e o rabo.
2. Misturar com a varinha mágica todos os ingredientes do polme e deixar repousar durante 30 minutos.
3. Passar os legumes pelo polme e fritar em oleo bem quente.
A farinheira... vem de farinha, embora também possa ser feita com pão. "Sempre à base das carnes entremeadas do porco, as farinheiras podem incluir pão ou farinha, e os temperos de colorau, massa de pimentão, vinho e sumo de laranja." Quanto ao lombo de porco, de onde virá? :) Talvez do talho...
Ingredientes:
1 lombo de porco
1 farinheira
sal qb
azeite qb
paprika (só uns pós)
alho (6 ou 7 dentes)
Louro (1 folha)
Salsa - dois ou três pés
Mel (uma colher de sopa bem cheia)
Malagueta - 1 (para os apreciadores)
Vinagre Balsâmico (muito, pois que é dele que se fará o molho!!!!)
Modo de preparação:
Dar dois golpes (em cruz) no centro do lombo a todo o comprimento do mesmo, para que se possa introduzir no seu interior a farinheira...
Já com a farinheira "arrumadinha no lombo" (ao comprarem o lombo ter atenção à altura e comprimento do mesmo), polvilhar de paprika, sal e adiccionar os alhos, o louro, a malagueta, a salsa.
Cobrir o lombo com mel e regar com vinagre balsâmico.
Deitar o azeite (podem ainda e também acresentar uma colher de sobremesa de banha ou de margarina) e deixar ficar a tomar gosto algumas horas.
- À parte da receita: num copo, deitar um bom Favaios e dar ínicio ao ritual :) que se segue:
Levar ao forno a 175º (ter atenção para que o lombo não cozinhe demais e não fique seco) e caso seja necessário vai-se acrescentando um pouco de água, mexendo o fundo do tabuleiro para que o vinagre e os condimentos não sequem ou caramelizem. Talvez 40 minutos sejam suficientes, ou talvez uma hora, depende da largura do lombo e do calor do forno :)
Lembrança à ultima da hora: Também já experimentei utilizar cachaça em vez do vinagre balsâmico e ficou uma delícia :)
Como sempre, aceitam-se sugestões e adições.
Como esta sobremesa, que também agradeço à Lola.

Tiramisù
Ingredientes:
4 ovos
8 colheres de sopa de açúcar
2 folhas de gelatina
400 gr de queijo Mascarpone
1 dl de rum
12 palitos La Reine
2 dl de café forte
2 colheres de sopa de chocolate em pó
Modo de Preparação:
Junte as gemas com 4 colheres de sopa de açúcar. Leve ao lume mexendo sempre, até ficar bem espesso.
Demolhe as folhas de gelatina em água fria.
Retire o creme de gemas do lume e junte-lhe a gelatina, depois de bem escorrida. Deixe arrefecer.
À parte bata o queijo com duas colheres de sopa de açúcar. Bata as claras em castelo, juntando-lhes as duas colheres de sopa de açúcar que faltam.
Misture o queijo com o preparado das gemas, em seguida o rum e por último envolva as claras.
Mergulhe o palitos La Reine no café, e disponha-os numa travessa, alternando com o creme (comece e acabe com o creme).
Leve ao frigorífico, entre seis a oito horas.
Sirva o Tiramisù bem fresco e polvilhado com chocolate em pó
BOM APETITE!
7 de ago. de 2008
Uma Maya que vale a pena...
30 de jul. de 2008
O crepúsculo dos verbos
Rosa também, como as outras, pela vereda ladeada de silvas, urzes, matagal, uma ou outra flor dispersa, pontos inusitados de cor que não o verde, os vários tons de verde. Trilho acima, no crepúsculo do dia, no crepúsculo de Rosa, à hora do cansaço maior, os pés descalços, gretados, o alguidar da roupa lavada à cabeça, o dia perto do fim, o caminho até à pequena aldeia pendurada no monte, quase no cimo, as casas de granito espesso, frio, o chamamento de Rosa e a recolha das roupas, Rosa enfim de regresso ao lar.
Em breve a sopa pronta, a panela fumegante, o odor inconfundível, o marido já à mesa tosca, à espera, cansado, gasto pela terra, muitos anos, muitos anos nas rugas no rosto de Rosa, nos gestos da preparação da sopa, as batatas, a hortaliça, um pouco de chouriço às vezes, mais por causa do gosto, o jantar solitário, os filhos há muito na cidade, sem tempo, sem tempo.
De manhã bem cedo o percurso inverso, a descida do trilho, a roupa suja, os olhos ainda atentos a uma ou outra flor, por vezes mesmo no Inverno, e nesse caso o frio por dentro da roupa e do xaile quase sempre negros, quase sempre o orvalho matinal nas ervas de ambos os lados do atalho, Rosa, como as outras, caminho abaixo até ao ribeiro, a roupa na pedra da margem, as mãos diligentes, o sabão, a roupa na água, a roupa batida, novamente na água limpa, lavada.
Todos os dias menos ao domingo, tempo de pouco descanso, de missa, de lida da casa, de limpeza, do almoço do marido cansado, de Rosa ao fogão, um cozido simples, sempre as batatas, a couve, um pouco de carne, um naco de chouriço, o sol no Verão, o degrau da porta, dois dedos de conversa às vezes, Rosa como as outras.
Nos domingos de festa, Rosa com a mesma roupa, no adro da igreja sem gambiarras de luz, apenas dois holofotes de circunstância e uma aparelhagem rudimentar, cortesia do showman, fornecedor habitual de romarias e festividades avulsas das aldeias, a carrinha cheia de festas e música e mistérios equipada com um altifalante adequado à função, os foguetes antes do som da aparelhagem do showman por cima do toque dos sinos da pequena igreja, e depois o baile também já com músicos e cantores, o velho Cardoso do violino, desde sempre o artista local, uma viola-baixo eléctrica um tanto surpreendente a par do harmónio e da viola beiroa, os imprescindíveis ferrinhos, guitarras de vários tamanhos e formatos, um bombo e uma tarola, e demais instrumentos avulsos e variáveis, as vozes e, durante o descanso da banda, novamente a música da aparelhagem sonora, mas sempre, sempre o baile.
Rosa como as outras, mas diferente, desde miúda com todo o corpo ao sabor da dança, agora com a saia escura ao vento, os pés gretados mas velozes, o ritmo exacto, os movimentos de uma elegância aparentemente inesperada naquela idade, os braços sonhadores, as pernas ainda fortes, ágeis, incansáveis, Rosa imparável até ao fim do baile, a dança no sangue até ao fim da noite.
De regresso a casa, a carrinha do showman aos solavancos na estrada coleante, as luzes ainda visíveis nos altos e baixos, a carrinha com a festa lá dentro, embrulhada, silenciosa, à espera de outro dia, de outra noite, de outra aldeia, Rosa finalmente presa do cansaço, de um cansaço agradável, feliz, não o da subida do caminho com a carga de roupa lavada, e o degrau da porta ali mesmo a jeito, o marido já com um bom par de horas de cama, Rosa de olhos fechados no degrau de pedra, de olhos lentamente abertos em direcção a um céu de lua nova, de estrelas nítidas, a Ursa Maior, sete vezes a direito a distância entre as guardas e eis a Estrela Polar, última estrela da cauda da Ursa Menor, e ainda as Três Marias de Orion, o W da Cassiopeia, os olhos líquidos de Rosa no percurso do acastelamento de constelações, do acasalamento de galáxias, ou apenas de anónimos pontos luminosos, lá muito em cima, brilhantes, brilhantes como o olhar de Rosa antes de amanhã.
22 de jul. de 2008
The Underground Railroad ou os blues da liberdade
No OVERandOUT, com data de 20 de Julho, está um excelente post sobre a história dos BLUES.
Como introdução ao que se vai seguir, recomendo vivamente a leitura desse texto, já que este post é uma espécie de sequência.
Já leram? Então posso prosseguir.
Ao lê-lo, lembrei-me de ter aprendido há tempos que muitas das canções entoadas pelos escravos trazidos de África nas plantações de algodão e outras explorações agrícolas, ou ao longo das vias férreas em construção, se destinavam a orientar e ajudar os que, tentando escapar à escravidão, fugiam em direcção ao Norte e à liberdade. Nas suas letras escondiam-se conselhos, nomes, locais, indicações preciosas para quem empreendia a fuga e queria chegar ao fim.
Procurei na net documentação, e obtive alguns resultados.
É imprescindível referir, a este propósito, a organização que ficou conhecida como The Underground Railroad, formada por pessoas de várias origens, e destinada a proteger e facilitar a fuga dos escravos.
Sobre essa organização, há um bom texto AQUI (em Inglês, mas curto e claro) e uma definição neste local da Wikipédia.
Podemos fazer, no site da National Geographic, uma interessante viagem rumo à liberdade, talvez iniciada com a ajuda de Harriet Tubman (nome de código Moses), e ao longo da qual outras figuras destacadas do movimento abolicionista vão surgindo.
Mas voltemos aos blues.
Entre as músicas cantadas pelos escravos, “Follow the Drinking Gourd” foi seguramente a mais conhecida, desde logo pela extrema clareza da letra.
Senão, vejamos:
When the sun comes back,
and the first quail calls,
Follow the drinking gourd,
For the old man is waiting
for to carry you to freedom
If you follow the drinking gourd.
Chorus:
Follow the drinking gourd,
Follow the drinking gourd,
For the old man is waiting
for to carry you to freedom
If you follow the drinking gourd.
The riverbank will make a very good road,
The dead trees show you the way.
Left foot, peg foot travelling on,
Following the drinking gourd.
The river ends between two hills,
Follow the drinking gourd,
There's another river on the other side,
Follow the drinking gourd.
When the great big river meets the little river,
Follow the drinking gourd.
For the old man is waiting
for to carry you to freedom
If you follow the drinking gourd.
A partir deste esclarecedor vídeo do You Tube, podemos encontrar outras interpretações da canção, a maior parte delas por coros escolares. Parece que a música ficou.
E ficou também a evidente associação dos BLUES à liberdade.
Os blues provêm, alegadamente, das «working songs». Estas eram cantadas na língua materna dos escravos, lingua(s) essa(s) que era(m) desconhecidas) dos capatazes e outros colonizadores. Como sabemos, (e os donos de escravos também sabiam), a aculturação é uma forma de dominação bastante eficaz. Como se explica, então, que permitissem que os escravos entoassem as SUAS melodias, nas SUAS línguas?! A resposta é simples: as work songs faziam aumentar o ritmo do trabalho e impediam muitos acidentes laborais. (Por exemplo, se estavam a cavar, não haveria o perigo de um baixar a enxada quando o outro a estava a erguer, porque cavavam ao ritmo da música).
Então os escravos começaram a aproveitar as work songs para enviar mensagens, ao longo dos campos e mesmo «nas barbas» dos patrões e capatazes» que, já nessa altura, não se davam ao trabalho de aprender outra língua que não fosse o rudimentar inglês KKKKKKK.
Podiam, por exemplo, estar a cantar, na frente do capataz, «digam à Maria que o marido conseguiu fugir e está à espera dela no celeiro da fazenda do irmão deste barrigudo deslavado»
Fascinante, não é?
Interessante, também, é a etimologia do jazz; esta música nasceu na rua das lanternas vermelhas, em New Orleans; eram «casas de meninas», onde os homens iam «to jazz»; a dada altura, a música tornou-se mais importante que a actividade sexual... :-)
Em ambos os casos, com os devidos agradecimentos.
17 de jul. de 2008
Caldeirada de chocos "mistério"
Ingredientes (para 4 pessoas)
2 cebolas
4 dentes de alho
1 malagueta
1 folha de louro
4 tomates maduros
4 tiras de pimento vermelho e 2 tiras de pimento verde
qb de azeite
qb sal
1 raminho de coentros
1 kg de choco congelado
8 Batatas -mas podem ser 10 ;)
Preparação
Coze-se o choco em água e sal (+/- 30 minutos).
Reserva-se a água da cozedura para a confecção posterior da caldeirada.
Preparam-se as cebolas em rodelas finas, o louro, a malagueta e os alhos, que devem ir a lume brando, com azeite, num recipiente suficientemente grande...
Logo que a cebola aloure e fique macia, acrescenta-se o tomate (previamente cortado em pedaços) e o pimento, deixando cozinhar sem água, apenas por breves momentos.
Acrescenta-se a água do choco, os coentros e as batatas em rodelas.
Acrescenta-se um pouco de sal.
Ao fim de 5 minutos de fervura, adicionamos o choco já partido em quadradinhos e ao fim de 10 minutos, apaga-se o lume.
(Para servir a crianças, não uso malagueta e acrescento um lombo de pescada.
Se aparece mais um, à ùltima hora, acrescento uns camarões e umas delicias do mar...)
Acompanhamento: salada de alface, rabanetes e agrião.
Vinho: Verde, gelado, Vilarinho se possivel :)
Bom apetite e, desde já, bom fim de semana para todos!
Quem quiser acompanhar com o sol do Bob Marley a brilhar, faça o favor de clicar na setinha :)


E aqui está a esperada sobremesa, oferecida pela Lola (obrigado!):
Uma mousse de manga bem fresquinha e fácil de fazer...
Ingredientes:
6 ovos
1 lata de 400 gr. de polpa de Manga
100 gr. de açúcar
6 folhas de gelatina
1 pacote e meio de natas

Preparação:
8 de jul. de 2008
Um post perfeitamente idiota. Por favor, considerem apenas o "perfeitamente"...
Passou-se o Natal, Alícia,

E tu sem natas nem netos,

Nem notas na tal estrelícia

Que vai dos chãozes aos tectos!
a) Para adeptos do "Acordo Ortográfico": " Que vai dos chãozes aos tetos!"
b) Para tias de Cascais: "Que vai dos chãozes aos têetos!"
c) Para puristas e ortodoxos que não gostaram da palavra "chãozes": "Que sobe dos chães aos tectos!"
Disse.
3 de jul. de 2008
Leo Ferré - La solitude e Carmen Amaya no filme Maria de la O, de 1939
Podes sempre ligar o Bowie, aqui ao lado:)
À Lizzie, agradeço a ideia que o texto no "...e, já agora..." me deu para acrescentar este segundo vídeo.
22 de jun. de 2008
Finalmente, uma receita...
* 200 g de peito de peru em bifes
* 150 g de cogumelos
* 1 cebola pequena
* 1 tomate maduro
* 1 dente de alho
* 1/2 colher de sopa de óleo
* 1/2 colher de sopa de margarina vegetal (ou manteiga)
* 1 colher de sopa de xerez seco
* orégãos, sal e pimenta

Preparação:
1. Lavar os cogumelos e cortá-los em lâminas finas. Descascar e picar a cebola, o tomate e o dente de alho.
2. Fritar os bifes no óleo; reservá-los quentes.
3. Juntar a manteiga ao óleo de fritar os bifes e refogar os cogumelos, a cebola e o alho. Quando estiverem dourados, juntar a colher de sopa de xerez e deixar evaporar um pouco. Deitar em seguida o tomate picado e orégãos.
4. Temperar com sal e pimenta e deixar cozer uns minutos.
5. Deitar o conteúdo da frigideira sobre os bifes.
6. Servir imediatamente.
E o mais importante:
7. Comer. Saborear. :)
Como sempre, aceito e agradeço sugestões de vinhos e sobremesas, alterações e opções vegetarianas...
Que vos saiba bem, pelo menos na foto!
Bom domingo!
--------------------- SUGESTÕES --------------------
Teresa Durães: Opção vegetariana: retirar o perú e seguir o resto da ementa ;)
Bettips: Só uma sugestão: haja companhia e divertimento para o deguste ser perfeito.
Mariatuché:
Porque estamos no Verão e sabe bem um vinhinho fresco eu deixo como sugestão um vinho verde da marca "Pingo Doce" portanto só se vende no Pingo Doce, é um vinho de 1 euro e 50 cêntimos aproximadamente, garanto-vos que bem fresco, na temperatura ideal bebe-se muito bem e é bem baratinho já que se fala tanto em "crise", na sobremesa e para alegria dos VEGAS e do pessoal a dieta que tal uma bela salada de fruta?? 1 papaia, 1 pêssego, abacaxi a gosto, 1 maçã, uvas. Regado com sumo de 1 limão para a fruta não oxidar e sumo de 1 ou 2 laranjas, frigorifico 1 hora antes de servir e voilá.
Lola: Como sugestão calórica, acompanhar com fettucinne al dente com azeite e alho. A opção de acrescentar queijo seco de Castelo Branco ralado fica bem. Sobremesa: um bom gelado para juntar à salada da Mariatuché.
Mar:
Tb sugiro gelado para a sobremesa.
Nnannarella:
(...) o video da Ana Moura, que, entre outras peças de diferentes géneros, poderia fazer parte da banda sonora do repasto que nos propões. Sobretudo, na altura em que se desenrolhasse uma bela garrafa de tinto!
Vanda:
Gelado de yogurte e mel, ao qual se adicciona pedaços de morango, pessego e meloa. Povilha-se de seguida de chocolate em pó e....bom apetite!!! :)
Muito obrigado a todas! Assim, a refeição fica mesmo melhorada, e é uma alegria para mim ter a vossa ajuda. E mais que venha, que também vai para o post!
-------------------------------------------------
E bem merece que a felicitemos, esta mulher simples, simpática e generosa, que foi apenas uma das melhores, senão a melhor atleta portuguesa de todos os tempos. A salientar (via Wikipédia, link acima):

Maratona
- Campeã olímpica em Seul em 1988
- Medalha de bronze em Los Angeles em 1984
- Campeã do Mundo em Roma em 1987
- Quarta classificada no Campeonato do Mundo em Helsínquia em 1983
- Campeã da Europa em Atenas em 1982, em Estugarda em 1986 e em Split em 1990.
- Vencedora das maratonas de Roterdão (1983), Chicago (1983 e 1984), Tóquio (1986), Boston (1987, 1988 e 1990), Osaca, (1990) e Londres (1991).
- Vencedora da São Silvestre de São Paulo seis vezes consecutivas (1981 a 1986).
Outros
- Vice campeã mundial de estrada (15 Km) em 1984 e 1986
- Ex-detentora do melhor tempo mundial de 20.000 metros em pista (1.06.55,5) em 1983
- Ex-recordista de Portugal dos 1000, 1500, 3000 e 5000 metros.
- Oito títulos de campeã de Portugal em corta-mato/cross-country
13 de jun. de 2008
Pessoa, Santana e a Beleza...

Estou inteiramente de acordo.
Claro que a Beleza terá forçosamente de ser representada pelo grande:) Vasco Santana!
4 de jun. de 2008
Pequeno post nocturno, modesto mas de inegável amplitude, muitos furos, quiçá buracos, acima do que se pratica no estrangeiro, na Europa e em Espanha!
HERÓI É O QUE NÃO TEVE TEMPO DE FUGIR!
(Millôr Fernandes)
São uns minutinhos que valem a pena. Espantoso o Amazing Grace, tocado com recurso frequente a harmónicas, e com afinação e reafinação de cordas em plena execução, a fim de ultrapassar as limitações da escala do baixo.
Divirtam-se!
29 de mai. de 2008
29 de Maio de 2008. Sem cubos. Sem tambores nem cornetas. Com dedicatória óbvia implícita. Com um beijo. Ou vários. Por seres.

COMO SE COME UM GORAZ (Oitava década do século XX)
Ainda que tenha forma de peixe,
e se coma à mesa, de garfo e faca e conforto,
mesmo assim indefeso, objecto consumível,
o goraz é mais que o peixe morto
que sobra ou não, conforme for
menos ou mais apetecível.
- Aquilo que te pedimos - e não dás,
aquilo que te pedimos - e nos dás.
estão os temperos, o mais que for preciso,
mas sobretudo os gestos que dele fazem
um produto acabado, pronto a ser comido,
mas sobretudo a vontade de dizeres:
Faço-vos o goraz. Aquilo em que pensaste
ao transformares matéria prima em alegria.
E convém não esquecer a força de trabalho:
Do processo de produção faz parte a simpatia,
o carinho posto em cada peça que juntaste,
o amor escondido num simples dente de alho.
(Perdoa-me o marxismo-leninismo,
heróica militante da cozinha!)
cada vez mais algo de ti que tu nos dás.
o mais recente país da tua criação,
olhar-nos-ias sorridente, e por certo nos darias
algo assim como um prémio
de consolação.
materialíssimo goraz. E ao comê-lo,
em cada pedaço que passa a ser-nos corpo
entra em nós algo de ti, dos gestos, das ideias,
das mãos com que, solene, o cozinhaste.
Sabê-lo
É saber que nós somos os outros,
que a química em ti, por interposto goraz, agora
é também a que, por exemplo, nos comove.
E olha: deixa que os gulosos de sempre comam mais...
Tudo isto te é, creio, familiar.
Vês? Um goraz nem sempre é um goraz:
Pode ser estrela, arco-íris ou país,
e pode mesmo ser mais eficaz.
É preciso, pois, merecer o teu sorriso,
devolver-te em pedaços de nós o que nos deste,
que a corrente dos corpos tem sempre dois sentidos,
e tu ganhaste o mar, a música e a cor.
Por isso, só por isso, deve o goraz ser comido
com garfo e faca, com vinho
e com amor.

SIGAMOS O GORAZ (Primeira década do século XXI)
Durasse tantos anos ou tão poucos.
Fomos tolos e agora
Somos loucos?
O tempero ganhou em qualidade,
Parece o vinho de que canta a lenda.
Já lá vão vinte e três,
Sem emenda!
A arte é dom de quem lhe espeta a faca,
O peixe é rei de quem lhe mete o dente:
Cuidado com o prato
Que está quente...
Quem quiser seguir o cherne, faz favor,
Mas não lhe invejo a sorte. Sou capaz
De apostar no cavalo
Do goraz.
Em que assados o assado nos meteu
Só nós dois é que sabemos afinal.
Siga a marinha que ainda,
Por sinal,
Enverga farda de gala e coisa e tanto,
Que os anos pesam a quem só se atrasar
E a música e a neve
E o luar
Acompanham as caras com que rimos,
Apimentam iguarias inesperadas.
Ah goraz d’um carago,
Já marchavas!
Tudo isto é de um requinte absoluto,
De uma lei, mais que justificada, justa.
E às vezes, é verdade,
Também custa...
Isso que importa, se ao virar a esquina
Aparecem o rapaz e a menina?
E depois, surpresa das surpresas,
Para nossa inenarrável confusão,
O goraz ultrapassa
O camarão!
Porque, sabes, o camarão é simples:
Mais alho ou menos sal, frito ou grelhado,
Não encara o goraz,
Olha-o de lado...
Enquanto o peixe assado armadilha
Anos de culinária abandalhada,
Transforma em linhas garfos,
Abre a estrada,
Escroques croquetes, risonhos rissóis,
Pastéis palacianos, fios de ovos
Rebentam por ficarem
Como novos.
Mas dá-me vinho branco e aquelas coisas
Que ainda não me entraram no radar,
Vamos a ele, que é tempo
De explorar
Vinte e três anos e por isso apenas
Não me calava nem à lei da bala.
Mas quanto mais se escreve,
Mais se cala...
Devia assim mostrar a folha em branco,
P´ra te dar chances de interpretação.
Mas entretanto aprendi
A lição:
Há que ser sempre in finis positivo,
Há que ter sempre corda e ameaças,
Senão de que valiam
As cenaças?
Há quem invoque os deuses e os diabos,
Há quem aroma(n)tize à boticário.
Não farei nada disso,
P’lo contrário,
Quero uma data simbólica e real,
Quero um dia sem espinhas nem surpresa,
Além da que é forçoso
Pôr na mesa,
Com cuidado, que a porcelana é nova
E há muito campeonato p’ra jogar.
Por isso ainda podemos
Divagar
Devagar.
Refilar,
Regritar,
Penetrar
No lugar
Onde se diz, onde se vê, onde se faz,
“Com garfo e faca, com vinho e com amor”
O famoso goraz.








