Aliencake

Foi numa tarde de sábado, de encontros, reencontros e desencontros, de estreia literária e café, tudo prolongado em noite, jantar e mais café, ficando no entanto curto o tempo. De súbito, aparece-me pela frente um bolo com a minha cara. Um bolo com rosto de Alien. Olhei-o uma e outra vez, e só não me belisquei porque dói um bocado, convenhamos. Mesmo a aliens. As pessoas cantavam os parabéns e batiam palmas, eu ouvia e agradecia, mas mal tirava os olhos do bolo. Fizeram-me pegar nele com uma mão, perante a apreensão de alguns circunstantes, e conduzi-lo, ou deixar que me conduzisse, à mesa improvisada. Vivendo desde sempre em terrível dúvida sobre a minha origem e condição, houve um instante luminoso em que tudo se revelou. "Sou um bolo, afinal sou um bolo!" - exclamei para mim mesmo, entre alguma perplexidade e o alívio de uma certeza há muito tempo aguardada. Foi sol de pouca dura. Lá tive que partir o bolo. Lá tive que me cortar à faca em fatias que rapidamente desapareceram. Ao que parece, estava bom, eu. O facto é que, apesar disso, ainda estou vivo. Não serei, então, um bolo? Serei apenas a recordação dele? Felizmente, a fotógrafa estava lá. Serei assim talvez a fotografia de um bolo. Há piores destinos. Há piores fins de tarde-noite de sábados de lançamentos de livros, encontros, reencontros, desencontros, jantares, cafés, aniversários e ainda mais. Muito, muito piores, garanto-vos.

20 de jul. de 2006

Até breve!

Amigas e Amigos,
Por motivos pessoais, não tenho tido tempo nem disposição para aparecer por aqui. Voltarei logo que possível (dentro de uns dias). Um abraço a todos.

16 de jul. de 2006

Atenção aos níveis do ozono,


Praticamente não divulgados na comunicação social, mas que a Contra Capa, sempre atenta, não deixou escapar. Vale a pena ler este alerta da Cristina. O assunto é demasiado importante para ficar ao cuidado das estações de televisão, mais interessadas em saber se o freguês gostou das sardinhas que comeu no cruzeiro pelas praias dos algarves.
Dêem lá um salto, que vale bem a pena. E protejam-se!

14 de jul. de 2006

A receita da semana

Já que a Itália ganhou o Mundial, vou sugerir uma refeição italiana mais ou menos completa.

ANTIPASTO (veneziano)
Carpaccio


Pode comprar-se no supermercado do Corte Inglês (4,88€/Kg, mas um Kg dá para muitas pessoas).
Tempera-se com um azeite suave (de Trás-os-Montes, por exemplo) e umas gotas de sumo de limão, acrescentam-se umas alcaparras e parmesão lascado, e está feito.
Sugestão da Cila: acrescentar rucola, vinagre de vinho e um pouco de pimenta preta.

Sugestão do Zeca, noutra onda, e fora da cozinha italiana: um gaspacho, por causa do calor.

PRIMO
"Penne" com noz e alho.

Para 4 pessoas:
400 g de macarrão "penne"
60g de parmesão lascado ou ralado
60 g de miolo de noz
25 cl de nata espessa
3 dentes de alho
sal, pimenta moída na hora


Misturar os dentes de alho e o miolo de noz rapidamente, e em seguida acrescentar a nata e misturar de novo para obter um molho homogéneo.Deitar o molho numa saladeira grande e juntar o parmesão, sal, pimenta e misturar bem.Cozer a massa numa boa quantidade de água a ferver, mexendo de vez em quando para que não pegue. Escorrê-la. Misturar bem o penne com o molho e servir imediatamente.

SECONDO
Espetada
de lulas recheadas com camarão


Para 4 pessoas:
24 lulas pequenas
24 camarões grandes
sumo de 1 limão

20 cl de azeite
1,5 colher de sopa de salsa picada

Misturar numa tigela o azeite e o sumo de limão e pôr os camarões descascados a marinar nessa mistura durante 10 minutos. Rechear cada lula com um camarão e colocá-las em espetos. Contar seis lulas por pessoa.
Grelhar as espetadas durante 7 minutos de cada lado.

Servi-las enfeitadas com salsa picada, acompanhadas de azeitonas pretas e cobertas com o resto da marinada.

DOLCE
Pannacota


Para 6 pannacota
50 cl de nata
20 cl de leite
2 colheres de café de açúcar
1 vagem de baunilha
3 folhas de gelatina

Mergulhar as folhas de gelatina numa tigela de água fria durante dez minutos. Abrir a vagem de baunilha no sentido do comprimento. Aquecer numa caçarola a nata, o leite, o açúcar e a vagem de baunilha. (Recuperar os grãos raspando). Não deixar ferver: apagar o lume à primeira bolha. Deixar a baunilha em infusão enquanto o preparado amorna. Retirar a vagem.Comprimir bem as folhas de gelatina e incorporá-las no preparado.Deitar a mistura em formas individuais ou copos. (Se optar por formas, atenção: desenformar pode não ser fácil. Use uma faca para ajudar, e evite formas demasiado caneladas.)
Colocar no frio (frigorífico) durante 3 horas.

Sugestão de vinho (do Parrot): Alvarinho Abadia de San Campio (bem gelado).

E é tudo por hoje. Excepto as vossas sugestões. Boa refeição!


Créditos: Glória Fácil, Passe-moi ta recette, Péché de gourmandise, Station Gourmande




12 de jul. de 2006

Alpinismo

Quando o homem acordou, três montanhas o olhavam
e, olhando-o, já dentro dele o perseguiam.
A princípio mal desperto, apenas viu as sombras:
três sombras inexplicáveis que lhe saíam do sono
e lhe embebiam a carne afeita às rochas,
o corpo no acto penoso de acordar aflito.
Olhou-as, num torpor ainda fascinado
e, alongando o olhar no percurso das sombras,
sentiu chegar a lucidez, quase que em linha recta,
ergueu lentamente um ombro - e foi então que as viu:
altivas, determinadas, indesmentíveis montanhas
que pareciam avançar, que avançavam para si.
Foi já completamente consciente que gritou.
Quando o grito se tornou em maravilha, e cordas,
picaretas, botas, mochilas povoaram
os picos nevados, a memória de expedições antigas,
as montanhas iniciaram, tranquilas, a escalada.
Por um doloroso instante, o homem foi feliz.

(1981)

10 de jul. de 2006

O quadrado preto

Foi-me lançado um desafio pela Alien David Sousa.
É uma experiência, que já vinha de trás. Tenho todo o gosto em, colocando aqui este quadrado preto, deixar patente que acredito na possibilidade que (ainda) temos de mudar o Mundo, se nos unirmos. Como? Isso teremos de o pensar em conjunto. Para pensar, é preciso que haja vontade. Sou mesmo capaz de dizer que, da maneira como as coisas estão, não temos outra alternativa que não seja a de mudar o Mundo, antes que o Mundo nos transforme a nós em qualquer coisa da qual já nem saberemos ter consciência, quanto mais vergonha. Como todos os desafios, a ideia é alargar a experiência a quem de algum modo acredite na ideia. Fica, portanto, o convite a quem se quiser manifestar da mesma forma.



P.S. Agora que o quadrado já parece mais quadrado, é tempo de clarificar que não estou a falar de instituições nenhumas em particular, mas apenas a perguntar, a quem por acaso ler, se acredita ou não que, unidos, podemos mudar o Mundo, e se quer ou não manifestar essa crença.
Só isso.

9 de jul. de 2006

The man who sold the world, de David Bowie, na versão dos Nirvana

We passed upon the stairs, we spoke of was and when
Although I wasn't there, he said I was his friend
Which came as a surprise I spoke into his eyes
I thought you died alone, a long long time ago

Oh no, not me
I never lost control
You're face to face
With the man who sold the world

I laughed and shook his hand, and made my way back home
I searched for form and land, for years and years I roamed
I gazed a gazely stare at all the millions here
We must have died alone, a long long time ago

Who knows? Not me
We never lost control
You're face to face
With the man who sold the world

Who knows? Not me
We never lost control
You're face to face
With the man who sold the world

8 de jul. de 2006

Atendendo e considerando...

Logo às 20h, Portugal-Alemanha para discussão do terceiro lugar no Mundial. Amanhã, a final entre a Itália e a França. Por isso, e antes de tirar umas pequenas férias da culinária, decidi publicar uma entrada italiana e um prato alemão. Neste caso, escolhi um prato muito conhecido e simples, o eisbein, que aprecio bastante. O antipasto italiano consiste numa salada de courgettes com queijo ricotta, de comer e chorar por mais. A propósito de cozinha italiana, estou a preparar uma refeição completa que talvez ainda publique antes das tais férias. Vamos ao assunto:


Salada de courgettes e ricotta
Ingredientes (p/ 4 pessoas)
* 4 courgettes
* 200 gr de queijo ricotta
* 10 folhas de coentro
* 5 colheres de sopa de azeite
Preparação
Lavar as courgettes e raspá-las, depois de lhes ter cortado as pontas.
Colocar as courgettes raspadas numa frigideira com 4 colheres de sopa de azeite, durante 15 minutos, em fogo lento, com 5 folhas de coentro picadas. Juntar sal e pimenta.
Deitar o conteúdo da frigideira numa saladeira e deixar arrefecer, cobrir com película de cozinha e deixar 1 hora no frigorífico.
Misturar numa tigela o queijo ricotta com a colher de azeite sobrante e o resto dos coentros picados.
Na altura de servir, repartir a salada de courgettes por copos ou tacinhas e, utilizando duas colheres, fazer rolinhos de ricotta, que serão colocados por cima. Decorar com uma folha de coentro. O ricotta pode ser temperado com um pouco de sal e pimenta.


Eisbein
Ingredientes:
1 joelho de porco
1 colher de chá de sal
1 colher de sopa de colorau
1 folha de louro
1/4 de colher de chá de pimenta-do-reino

2 colheres de sopa de salsinha picada
1 colher de sopa de cebolinha verde picada
1 cebola média cortada em 4
2 dentes de alho cortado em 2 pedaç
os

Coloque todos os ingredientes numa panela e cubra com água. Tape a panela e leve a lume forte até ferver. Baixe o lume e cozinhe até que a carne esteja macia. A carne deve ser mantida no caldo até à hora de servir, e nessa altura reaquecida. Sirva com choucroute e batatas pequenas cozidas com casca.


Bom apetite!


7 de jul. de 2006

Que


















Que silêncio me dás que eu já não tenha
Quebrado por palavras inquietas
Que resistem na meia-luz da ideia
Que se afirma cada vez mais lentamente
Que o devagar onde a vista se perde?


Que haja o dia de ser o eixo por
Que se movem em nós as mãos da água
Que definem as marcas arbitrárias
Questionadas na penumbra dos quartos
Que regressam, simplesmente regressam.


Que forma tem a transparência com
Que me envolves nos hemisférios em
Que não pergunto à voz da noite de
Que cores se tece a dimensão de um mar
Que por sombras e luzes anuncia
Que forma tem?

5 de jul. de 2006

Mesmo tendo perdido...

...Vamos comemorar, porque o merecemos. Mais um penalty duvidoso, mais uma segunda parte (da França) à grega, enfim, a treta do costume. Gostei da selecção. Faltaram mais remates, e quem os fizesse. No resto, nada a dizer. A sorte esteve com a França. E a Nossa Senhora das Grandes Penalidades.

4 de jul. de 2006

A receita da semana

Antecipada, por causa da meia-final do Mundial. Quer Portugal ganhe ou perca, acho que devemos celebrar. Assiste-nos esse direito, depois de a selecção ter chegado às meias-finais. Por todas as razões, e mais a de libertar a tensão acumulada ao fim de vários jogos feitos de nervos, sofrimento e alegria.

A Tuché enviou uma receita de sandes de salmão, que agradeço e reproduzo com todo o gosto. Devem ser deliciosas. Para quem não goste de salmão, sugere a Lola que o substitua por rodelas de tomate e/ou atum. A própria Tuché também aposta no atum (desfiado) como opção, recomendando que, nesse caso, se tirem os espargos. A Maloud sugere azeite em vez de maionese. E eu agradeço todas as amáveis sugestões. Vamos então às

Sandes de Salmão


-Pão de centeio ou Pão integral
(comprar o pão já fatiado de preferência, 3 fatias p/ cada sandes)
-Maionese (a gosto)
-Requeijão( 1 )
-Cebolinho( 2 pés )
-Salmão fumado ( 100 g )
-Espargos verdes ( 3 )

Barre as fatias de pão com maionese e reserve. Lave, escorra e pique o cebolinho. Retirar o requeijão da embalagem, colocar num prato e esmagar com um garfo e em seguida misturar bem o cebolinho picado.
Em cada fatia de pão barrar com requeijão e sobrepor outra fatia de pão com os espargos verdes e 1 ou 2 fatias de salmão por cima, junte mais 1 fatia de pão e será a última. Não esquecer que todas as partes interiores do pão devem ser barradas com maionese, para quem gosta, claro!!

E, sempre na senda do salmão, deixo uma receita francesa do Papilles et Pupilles:

Salmão gratinado


Para 4/6 pessoas
Preparação: 20 minutos
Cozedura: 20 minutos



Ingredientes
:


* 400 g de lombo de salmão sem peles nem espinhas
* 8 talos brancos de alho-porro (alho francês)
* 10 cl de leite
* 20 cl de nata líquida
* 4 ovos
* 1 colher de sopa de Maizena
* 3 colheres de sopa de azeite
* 20 g de manteiga
* noz-moscada, sal, pimenta

Aquecer o forno a 210°C.
Eliminar a parte verde dos alhos-porros. Lavar e cortar em rodelas grossas.
Aquecer o azeite numa frigideira com tampa, juntar as rodelas de alho-porro e cozinhar em lume vivo, mexendo sempre, durante 5 minutos. Acrescentar leite, sal, pimenta e noz-moscada. Deixar cozinhar durante 10 minutos, cobrindo a frigideira com a tampa. (Pode-se acrescentar também um pouco de vinho branco).
Untar com manteiga um tabuleiro de ir ao forno e colocar as rodelas de alho-porro e o salmão cortado em cubos com cerca de 3 cm.
Bater os ovos, incorporar a Maizena, a nata, o sal, a noz-moscada e a pimenta. Colocar sobre o salmão e o alho-porro, levar o tabuleiro ao forno previamente aquecido e deixar gratinar durante 15 minutos. Servir quente.


Venha a Itália...

Eu a querer que fosse a Alemanha, porque creio que a Itália é uma equipa mais difícil e complicada para Portugal, e sai mesmo a Itália. Isto, claro está, se amanhã ganharmos à França. Os italianos mereceram, pelo que fizeram na primeira parte. Tiveram aquela sorte que é fundamental, e na melhor altura. Se formos à final, resta-me desejar que a sorte se lhes tenha esgotado, e passe para o nosso lado.

1 de jul. de 2006

A vitória foi difícil, mas foi nossa :)

Quem diria que, nesta altura do campeonato - e esta é uma das pouquíssimas vezes em que uso a expressão no sentido literal -, Portugal ainda estaria de pé, e o Brasil fora da carroça!
Se o futebol se jogasse com a boca, as coisas teriam sido ao contrário. O Brasil só temia o Gana e a Argentina: a isto chamo falta de noção, e um certo menosprezo pelas selecções europeias. A verdade é que são da Europa as quatro selecções semifinalistas. O resto é conversa.




A selecção da Inglaterra bateu-se muito bem, ao contrário de certos jornalistas ingleses. Aguentou-se com dez, não cedeu até ao fim. Portugal controlou o jogo a partir do meio da segunda parte, e de forma muito clara no prolongamento. Mereceu, por isso, ganhar. Os nossos jogadores estiveram impecáveis, incluindo os que Scolari (muito bem) colocou a substituir Pauleta, Tiago (porventura o menos feliz) e Figo (que "deu o litro"). O seleccionador voltou a tomar as opções certas, e fez um excelente trabalho, quer de preparação quer no decurso do jogo. Eu nem sequer gosto do homem, mas há que reconhecer o mérito que teve.



T
eremos, mais uma vez, a França pela frente. Com os ingleses, ganhámos sempre. Com os franceses, temos perdido. Será desta que se quebra a tradição? Não vai ser fácil, porque a França melhorou imenso, depois de um começo fraquinho, e está agora altamente moralizada pela vitória sobre os ainda campeões do mundo. Tem a ligeira vantagem de não ter sofrido o desgaste do prolongamento e dos penalties. Não vamos contar com Petit, por causa de mais um amarelo. Não há-de ser por isso, já que também não tivemos Deco e Costinha na partida de hoje, e lá nos safámos.

Independentemente de qual venha a ser o resultado, há que salientar a proeza da presença nas meias-finais, o que não acontecia desde 1966, com Eusébio a valer por vários.
Espero que a selecção consiga chegar à final. Creio que o merece. Na próxima quarta-feira saberemos. E lá estaremos quase todos, às 8 da noite, a sofrer mais um bocado - mas também a ter algumas alegrias, como até agora. E talvez a grande alegria...

29 de jun. de 2006

A receita da semana

Para o lanche de amanhã, especialmente para quem tenciona acompanhar o Portugal - Inglaterra, aqui deixo uma receita de bolo de chocolate e pepino oferecida pela Maloud, uma bola de carne e scones simples. Para acompanhar com chá ou vinho tinto, conforme o caso. Ou até cerveja...
Bom apetite e... bom jogo para Portugal.
Nota: Os vegetarianos substituirão, na bola, as carnes por cogumelos, nozes, cenoura, etc...


Bolo de chocolate e pepino - receita oferecida pela Maloud

Forno a 180º

Ingredientes:
- 150g de farinha
- 40gr de cacau
- 1c/cf de fermento
- 1 pitada de sal
- 1 pitada de canela
- 50gr de manteiga
- 170gr de açúcar
- 1 ovo inteiro
- 130gr de pepino ralado com a casca
- 40ml de leite
- 50gr de nozes partidas grosseiramente

Confecção
Bater a manteiga com o açúcar. Adicionar o ovo e o pepino. Deitar aos poucos a farinha, o cacau, o fermento, o sal e a canela previamente misturados, alternando com o leite. Juntar as nozes.
Pôr em forma de bolo INGLÊS untada e polvilhada. Levar ao forno 1h. Deixar repousar 15m e desenformar.





Bola de carne

Ingredientes:


Massa

- 500 gramas de farinha
- 30 gramas de fermento de padeiro

- 50 gramas de manteiga
- 250 ml de leite
- 2 ovos

Recheio

- 500 gramas de bifinhos de lombo de porco
- 200 gramas de presunto
- 300 gramas de paio
- 1 chouriço de carne
- toucinho fumado
- sal a gosto

- pimenta a gosto
- alho a gosto
- manteiga a gosto

Cobertura
- 2 gemas

Tempere os bifinhos com alho, sal, pimenta e frite em manteiga. Dílua o fermento com um pouco de água morna tempera de sal e junte um pouco de farinha. Depois de bem misturada adicione o resto da farinha, os ovos, a manteiga e o leite. Amasse muito bem e deixe repousar por 30 minutos. Após este período de espera corte a massa em quatro ou cinco pedaços, sendo um deles maior do que os outros pois ficará no fundo da forma ou tabuleiro. Unte muito bem a forma e forre-a com a massa previamente esticada. Coloque então uma camada de carne (paio, presunto ou lombinhos) e cubra com outra camada de massa. Vá alternando até terminar a massa e as carnes. A última camada deverá ser massa. Deixe repousar por 1 hora. Bata as gemas de ovo e pincele-as por cima da bola. Leve ao forno para cozer. Verifique se está cozinhada depois de meia hora.

Scones (6 pessoas)

Ingredientes:
Acúcar: 1 colher de sopa
Farinha: 7 colheres de sopa

Fermento: 2 colheres de chá
Leite: 4 colheres de sopa
Manteiga: 1 colher de sopa
Ovos: 1
Sal: qb

Preparação:
Amasse mal todos os ingredientes e leve ao forno durante 10 minutos.


28 de jun. de 2006

Ora esta!

Encontrado no Congo o primeiro okapi desde 1959

Um dos últimos grandes mamíferos descobertos pela ciência no século XX foi novamente localizado no Congo, o seu actual, e único, habitat natural. O animal nativo das florestas húmidas congolesas é uma curiosa mistura entre a girafa e a gazela.

Foi encontrado no parque nacional Virunga na República Democrática do Congo, o primeiro Okapi (Okapia johnstoni) selvagem desde 1959. O animal - da família da girafa -, que se julgava extinto, reapareceu naquele país africano, considerado por muitos como o seu único habitat natural.

O Okapi foi descoberto em 1901 e caracteriza-se por apresentar listas brancas nas suas quatro patas. Tem pêlo escuro e a forma do seu corpo assemelha-se à de um cavalo. O animal pode pesar entre 200 a 250 quilos e medir 2 metros de altura. O Okapi tem ainda a particularidade de possuir uma língua azul enorme e flexível, usada para limpar o focinho e para tirar as folhas das árvores, que são o seu principal alimento.

Fonte: http://ciberia.aeiou.pt/?st=4898

Esta notícia fez-me lembrar o dodo bird, extinto em 1681, segundo se crê. Os pássaros viviam isolados na ilha Maurícia, onde foram descobertos por marinheiros portugueses, por alturas de 1598. Em virtude do seu isolamento, reagiram com afabilidade e ingenuidade à chegada dos visitantes, de quem se aproximavam sem medo. Interpretando esse comportamento amigável como estupidez, visto que facilmente se deixavam matar, os marinheiros portugueses chamaram-lhes doudos (doidos), e daí lhes ficou o nome de dodo. Os que sobreviveram aos homens acabaram por ser mortos por cães e porcos, entretanto introduzidos na ilha, e que aí desenvolveram comportamentos selvagens. A representação gráfica não será muito rigorosa, mas compreende-se porquê...
Ah, valentes marinheiros!

Fonte: http://www.davidreilly.com/dodo/

26 de jun. de 2006

Jacques Brel - Le Plat Pays

Há tempos publiquei um post acerca de sentimentos em relação à pátria.

Um dos mais belos hinos de amor a um país que me foi dado ouvir é esta canção do grande Jacques Brel.

Para quem quiser ver e ouvir, basta clicar na setinha...


25 de jun. de 2006

GANHÁMOS!!!




Sofremos muito, é verdade. Mas merecemos ganhar. E, de certa forma, também merecemos sofrer...

Agora venha lá a Inglaterra, que já fizemos bastante, mas um bastante que já não basta... :)))

24 de jun. de 2006

E no Porto...


É noite de S. João. Por isso, uma saudação muito especial aos meus amigos da Invicta, cidade que tenho no coração, aliás por várias vezes :)

Divirtam-se como melhor vos parecer, no meio da multidão ou na tranquilidade (ou nem por isso) das vossas casas ou das casas de amigos.


A receita, hoje, pode ser sardinha assada. Da boa. Com pimentos e batatinhas cozidas com pele.


Se for verdade que uma certa empresa patenteou os célebres martelinhos e anda por aí a chamar criminosos aos que não usam os da marca (!!!), proponho ao povo do Porto o boicote aos ditos e malditos martelinhos.

ABAIXO OS MARTELINHOS! VIVA O ALHO-PORRO, C......!!!


22 de jun. de 2006

Mr. Tambourine Man, de Bob Dylan, por The Byrds


Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
I'm not sleepy and there is no place I'm going to.
Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
In the jingle jangle morning I'll come followin' you.

Though I know that evenin's empire has returned into sand,
Vanished from my hand,
Left me blindly here to stand but still not sleeping.
My weariness amazes me, I'm branded on my feet,
I have no one to meet
And the ancient empty street's too dead for dreaming.

Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
I'm not sleepy and there is no place I'm going to.
Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
In the jingle jangle morning I'll come followin' you.

Take me on a trip upon your magic swirlin' ship,
My senses have been stripped, my hands can't feel to grip,
My toes too numb to step, wait only for my boot heels
To be wanderin'.
I'm ready to go anywhere, I'm ready for to fade
Into my own parade, cast your dancing spell my way,
I promise to go under it.

Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
I'm not sleepy and there is no place I'm going to.
Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
In the jingle jangle morning I'll come followin' you.

Though you might hear laughin', spinnin', swingin' madly across the sun,
It's not aimed at anyone, it's just escapin' on the run
And but for the sky there are no fences facin'.
And if you hear vague traces of skippin' reels of rhyme
To your tambourine in time, it's just a ragged clown behind,
I wouldn't pay it any mind, it's just a shadow you're
Seein' that he's chasing.

Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
I'm not sleepy and there is no place I'm going to.
Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
In the jingle jangle morning I'll come followin' you.

Then take me disappearin' through the smoke rings of my mind,
Down the foggy ruins of time, far past the frozen leaves,
The haunted, frightened trees, out to the windy beach,
Far from the twisted reach of crazy sorrow.
Yes, to dance beneath the diamond sky with one hand waving free,
Silhouetted by the sea, circled by the circus sands,
With all memory and fate driven deep beneath the waves,
Let me forget about today until tomorrow.

Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
I'm not sleepy and there is no place I'm going to.
Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
In the jingle jangle morning I'll come followin' you.

21 de jun. de 2006

Vamos à sobremesa, cortesia da Maloud


CARPACCIO DE MORANGOS E LARANJAS, MOLHO DE LARANJAS E GELADO DE AÇAFRÃO DO IRÃO

GELADO

1/2L de leite gordo
4 gemas
70gr de açúcar
20cl de natas líquidas, mas nada de usar as light
3 pitadas de filamentos de açafrão do Irão

Ferver o leite e deixar em infusão os filamentos durante 10min.
Bater as gemas com o açúcar até obter uma mistura esbranquiçada e deitar o leite quente sobre o preparado mexendo sempre. Pôr numa caçarola ao lume continuando a mexer e esmagando os filamentos contra as paredes, para libertarem todo o sabor. Mexer até espessar, mas sem deixar ferver, como se fosse um creme inglês. Deixar arrefecer completamente.
Bater as natas em chantilly e juntar ao creme com precaução, levantando a massa.
Pôr na sorveteira e levar ao congelador.

MOLHO DE LARANJA

sumo de 6 laranjas
60gr de açúcar

Levar ao lume até ficar em xarope.

CARPACCIO MORANGOS-LARANJA

6 laranjas
morangos grandes
pistácios não salgados descascados

Cortar os morangos em lâminas e descascar as laranjas, retirando-lhes toda a pele. Retirar os gomos sem pele. Picar grosseiramente os pistácios.

MONTAGEM DOS PRATOS

No centro colocar uma bola de gelado. À volta colocar alternadamente lâminas de morango e gomos de olaranja. Regar com o molho de laranjas. Polvilhar com os pistácios.

Receita do blog Péché de Gourmandise, mas já por mim experimentada.

Vamos lá para a cozinha, "ferver" mais uma vez o Irão.

Fonte: http://pechedegourmand.canalblog.com


As minhas desculpas pelo atraso da sobremesa. Tivemos apenas que instalar um computador novo e respectivo SO e software, o que ainda levou umas horitas :)

18 de jun. de 2006

Sugestões & Geometrias

Apenas três sugestões, esta semana:
- Exigência de carne mirandesa certificada, muito bem proposta pela Maloud.
- Tinto reserva, sugerido pela The City Lights. Do Douro, acrescentaria eu.
- Tinto Douro Duas Quintas, aconselha o regressado Parrot. Reserva 2000 se Portugal ganhar o Mundial :)
- Como sobremesa, um gelado, indica a Lola.




Noutra frente, o Brasil lá ganhou à Austrália, e bem, mas o tal quadrado mágico é que teima em aparecer. Estou tentado a contrapor o nosso triângulo impossível:



Costinha

Deco
Maniche
Estes, sim! Sem falar no quinteto de cordas da defesa, que ainda não sofreu golos... e de bónus ainda levam outro triângulo:

Figo + Cristiano Ronaldo + Pauleta.

É muito provável que eu ainda venha a engolir isto tudo. Se essa altura chegar, acompanharei com tinto do Douro, para suavizar. Entretanto, já ninguém me tira o gozo de o ter dito...