Aliencake

Foi numa tarde de sábado, de encontros, reencontros e desencontros, de estreia literária e café, tudo prolongado em noite, jantar e mais café, ficando no entanto curto o tempo. De súbito, aparece-me pela frente um bolo com a minha cara. Um bolo com rosto de Alien. Olhei-o uma e outra vez, e só não me belisquei porque dói um bocado, convenhamos. Mesmo a aliens. As pessoas cantavam os parabéns e batiam palmas, eu ouvia e agradecia, mas mal tirava os olhos do bolo. Fizeram-me pegar nele com uma mão, perante a apreensão de alguns circunstantes, e conduzi-lo, ou deixar que me conduzisse, à mesa improvisada. Vivendo desde sempre em terrível dúvida sobre a minha origem e condição, houve um instante luminoso em que tudo se revelou. "Sou um bolo, afinal sou um bolo!" - exclamei para mim mesmo, entre alguma perplexidade e o alívio de uma certeza há muito tempo aguardada. Foi sol de pouca dura. Lá tive que partir o bolo. Lá tive que me cortar à faca em fatias que rapidamente desapareceram. Ao que parece, estava bom, eu. O facto é que, apesar disso, ainda estou vivo. Não serei, então, um bolo? Serei apenas a recordação dele? Felizmente, a fotógrafa estava lá. Serei assim talvez a fotografia de um bolo. Há piores destinos. Há piores fins de tarde-noite de sábados de lançamentos de livros, encontros, reencontros, desencontros, jantares, cafés, aniversários e ainda mais. Muito, muito piores, garanto-vos.

1 de jul de 2006

A vitória foi difícil, mas foi nossa :)

Quem diria que, nesta altura do campeonato - e esta é uma das pouquíssimas vezes em que uso a expressão no sentido literal -, Portugal ainda estaria de pé, e o Brasil fora da carroça!
Se o futebol se jogasse com a boca, as coisas teriam sido ao contrário. O Brasil só temia o Gana e a Argentina: a isto chamo falta de noção, e um certo menosprezo pelas selecções europeias. A verdade é que são da Europa as quatro selecções semifinalistas. O resto é conversa.




A selecção da Inglaterra bateu-se muito bem, ao contrário de certos jornalistas ingleses. Aguentou-se com dez, não cedeu até ao fim. Portugal controlou o jogo a partir do meio da segunda parte, e de forma muito clara no prolongamento. Mereceu, por isso, ganhar. Os nossos jogadores estiveram impecáveis, incluindo os que Scolari (muito bem) colocou a substituir Pauleta, Tiago (porventura o menos feliz) e Figo (que "deu o litro"). O seleccionador voltou a tomar as opções certas, e fez um excelente trabalho, quer de preparação quer no decurso do jogo. Eu nem sequer gosto do homem, mas há que reconhecer o mérito que teve.



T
eremos, mais uma vez, a França pela frente. Com os ingleses, ganhámos sempre. Com os franceses, temos perdido. Será desta que se quebra a tradição? Não vai ser fácil, porque a França melhorou imenso, depois de um começo fraquinho, e está agora altamente moralizada pela vitória sobre os ainda campeões do mundo. Tem a ligeira vantagem de não ter sofrido o desgaste do prolongamento e dos penalties. Não vamos contar com Petit, por causa de mais um amarelo. Não há-de ser por isso, já que também não tivemos Deco e Costinha na partida de hoje, e lá nos safámos.

Independentemente de qual venha a ser o resultado, há que salientar a proeza da presença nas meias-finais, o que não acontecia desde 1966, com Eusébio a valer por vários.
Espero que a selecção consiga chegar à final. Creio que o merece. Na próxima quarta-feira saberemos. E lá estaremos quase todos, às 8 da noite, a sofrer mais um bocado - mas também a ter algumas alegrias, como até agora. E talvez a grande alegria...

29 de jun de 2006

A receita da semana

Para o lanche de amanhã, especialmente para quem tenciona acompanhar o Portugal - Inglaterra, aqui deixo uma receita de bolo de chocolate e pepino oferecida pela Maloud, uma bola de carne e scones simples. Para acompanhar com chá ou vinho tinto, conforme o caso. Ou até cerveja...
Bom apetite e... bom jogo para Portugal.
Nota: Os vegetarianos substituirão, na bola, as carnes por cogumelos, nozes, cenoura, etc...


Bolo de chocolate e pepino - receita oferecida pela Maloud

Forno a 180º

Ingredientes:
- 150g de farinha
- 40gr de cacau
- 1c/cf de fermento
- 1 pitada de sal
- 1 pitada de canela
- 50gr de manteiga
- 170gr de açúcar
- 1 ovo inteiro
- 130gr de pepino ralado com a casca
- 40ml de leite
- 50gr de nozes partidas grosseiramente

Confecção
Bater a manteiga com o açúcar. Adicionar o ovo e o pepino. Deitar aos poucos a farinha, o cacau, o fermento, o sal e a canela previamente misturados, alternando com o leite. Juntar as nozes.
Pôr em forma de bolo INGLÊS untada e polvilhada. Levar ao forno 1h. Deixar repousar 15m e desenformar.





Bola de carne

Ingredientes:


Massa

- 500 gramas de farinha
- 30 gramas de fermento de padeiro

- 50 gramas de manteiga
- 250 ml de leite
- 2 ovos

Recheio

- 500 gramas de bifinhos de lombo de porco
- 200 gramas de presunto
- 300 gramas de paio
- 1 chouriço de carne
- toucinho fumado
- sal a gosto

- pimenta a gosto
- alho a gosto
- manteiga a gosto

Cobertura
- 2 gemas

Tempere os bifinhos com alho, sal, pimenta e frite em manteiga. Dílua o fermento com um pouco de água morna tempera de sal e junte um pouco de farinha. Depois de bem misturada adicione o resto da farinha, os ovos, a manteiga e o leite. Amasse muito bem e deixe repousar por 30 minutos. Após este período de espera corte a massa em quatro ou cinco pedaços, sendo um deles maior do que os outros pois ficará no fundo da forma ou tabuleiro. Unte muito bem a forma e forre-a com a massa previamente esticada. Coloque então uma camada de carne (paio, presunto ou lombinhos) e cubra com outra camada de massa. Vá alternando até terminar a massa e as carnes. A última camada deverá ser massa. Deixe repousar por 1 hora. Bata as gemas de ovo e pincele-as por cima da bola. Leve ao forno para cozer. Verifique se está cozinhada depois de meia hora.

Scones (6 pessoas)

Ingredientes:
Acúcar: 1 colher de sopa
Farinha: 7 colheres de sopa

Fermento: 2 colheres de chá
Leite: 4 colheres de sopa
Manteiga: 1 colher de sopa
Ovos: 1
Sal: qb

Preparação:
Amasse mal todos os ingredientes e leve ao forno durante 10 minutos.


28 de jun de 2006

Ora esta!

Encontrado no Congo o primeiro okapi desde 1959

Um dos últimos grandes mamíferos descobertos pela ciência no século XX foi novamente localizado no Congo, o seu actual, e único, habitat natural. O animal nativo das florestas húmidas congolesas é uma curiosa mistura entre a girafa e a gazela.

Foi encontrado no parque nacional Virunga na República Democrática do Congo, o primeiro Okapi (Okapia johnstoni) selvagem desde 1959. O animal - da família da girafa -, que se julgava extinto, reapareceu naquele país africano, considerado por muitos como o seu único habitat natural.

O Okapi foi descoberto em 1901 e caracteriza-se por apresentar listas brancas nas suas quatro patas. Tem pêlo escuro e a forma do seu corpo assemelha-se à de um cavalo. O animal pode pesar entre 200 a 250 quilos e medir 2 metros de altura. O Okapi tem ainda a particularidade de possuir uma língua azul enorme e flexível, usada para limpar o focinho e para tirar as folhas das árvores, que são o seu principal alimento.

Fonte: http://ciberia.aeiou.pt/?st=4898

Esta notícia fez-me lembrar o dodo bird, extinto em 1681, segundo se crê. Os pássaros viviam isolados na ilha Maurícia, onde foram descobertos por marinheiros portugueses, por alturas de 1598. Em virtude do seu isolamento, reagiram com afabilidade e ingenuidade à chegada dos visitantes, de quem se aproximavam sem medo. Interpretando esse comportamento amigável como estupidez, visto que facilmente se deixavam matar, os marinheiros portugueses chamaram-lhes doudos (doidos), e daí lhes ficou o nome de dodo. Os que sobreviveram aos homens acabaram por ser mortos por cães e porcos, entretanto introduzidos na ilha, e que aí desenvolveram comportamentos selvagens. A representação gráfica não será muito rigorosa, mas compreende-se porquê...
Ah, valentes marinheiros!

Fonte: http://www.davidreilly.com/dodo/

26 de jun de 2006

Jacques Brel - Le Plat Pays

Há tempos publiquei um post acerca de sentimentos em relação à pátria.

Um dos mais belos hinos de amor a um país que me foi dado ouvir é esta canção do grande Jacques Brel.

Para quem quiser ver e ouvir, basta clicar na setinha...


25 de jun de 2006

GANHÁMOS!!!




Sofremos muito, é verdade. Mas merecemos ganhar. E, de certa forma, também merecemos sofrer...

Agora venha lá a Inglaterra, que já fizemos bastante, mas um bastante que já não basta... :)))