Aliencake

Foi numa tarde de sábado, de encontros, reencontros e desencontros, de estreia literária e café, tudo prolongado em noite, jantar e mais café, ficando no entanto curto o tempo. De súbito, aparece-me pela frente um bolo com a minha cara. Um bolo com rosto de Alien. Olhei-o uma e outra vez, e só não me belisquei porque dói um bocado, convenhamos. Mesmo a aliens. As pessoas cantavam os parabéns e batiam palmas, eu ouvia e agradecia, mas mal tirava os olhos do bolo. Fizeram-me pegar nele com uma mão, perante a apreensão de alguns circunstantes, e conduzi-lo, ou deixar que me conduzisse, à mesa improvisada. Vivendo desde sempre em terrível dúvida sobre a minha origem e condição, houve um instante luminoso em que tudo se revelou. "Sou um bolo, afinal sou um bolo!" - exclamei para mim mesmo, entre alguma perplexidade e o alívio de uma certeza há muito tempo aguardada. Foi sol de pouca dura. Lá tive que partir o bolo. Lá tive que me cortar à faca em fatias que rapidamente desapareceram. Ao que parece, estava bom, eu. O facto é que, apesar disso, ainda estou vivo. Não serei, então, um bolo? Serei apenas a recordação dele? Felizmente, a fotógrafa estava lá. Serei assim talvez a fotografia de um bolo. Há piores destinos. Há piores fins de tarde-noite de sábados de lançamentos de livros, encontros, reencontros, desencontros, jantares, cafés, aniversários e ainda mais. Muito, muito piores, garanto-vos.

1 de fev de 2007

FRAGMENTOS: Cafés e afins por onde passei, convenientemente suspensos no tempo e no espaço para que possa visitá-los quando me apetecer.


CAFÉ APOLO




A bola um, amarela, encaminha-se devagar para o buraco do meio da tabela, entra não entra, bate na esquina, não entra. Um minuto antes, alguém gritara:
- O senhor da 2!
Era a chamada para a tacada inicial de um jogo de pool, um jogo parecido com o snooker, mas completamente diferente.
O Eurico, dono do Café Apolo, era um excelente jogador de pool. A mesa, os tacos e as bolas eram de primeira, nada daquele material miserável que se encontrava na maioria dos cafés e salões de jogos. Ainda por cima, os finos bebiam-se muito bem e as tostas mistas eram óptimas. Faziam logo lembrar as sandes de presunto e queijo da serra da Leitaria Académica, onde se bebia muito pouco leite, mas uma enorme quantidade de penalties, uns copos altos de vinho tinto, que iam a matar com as sandes e deviam, em teoria, ser bebidos de um só trago.
No Café Apolo também havia penalties, que era como chamávamos às tacadas fáceis que se proporcionavam quando um dos jogadores se caía, que é como quem diz, deixava a sua bola em posição acessível para que o jogador seguinte a metesse no buraco. Tudo isto requer uma explicação. Com paciência, lá iremos.
Na pool usam-se as bolas numeradas de 1 a 8, que é o limite aconselhável de participantes. Bolas de eight-ball e não de snooker, residindo a diferença no facto de as primeiras serem numeradas de 1 a 15 e as segundas não terem numeração alguma, para além de apresentarem uma bela colecção de bolas vermelhas que nada têm a ver com o eight-ball.
- O senhor da 3!
O senhor da 3 poderia muito bem ser o João, que uma bela tarde me abordou a pedir um dinheirito porque precisava de ir até Lisboa no fim de semana. Os pais do João viviam em Angola, e as remessas de mesadas eram complicadas e irregulares, o que lhe provocava frequentes problemas de liquidez. Mas crédito, sem dúvida que tinha, sobretudo comigo, companheiros que éramos de estudos e de farras e de outras actividades que não vêm agora ao caso. Emprestei, portanto, o cacau ao João, e ele lá abalou para Lisboa. Voltou um ano depois, vamos lá fazer contas, e desde então o meu conceito de fim de semana prolongado nunca mais foi o mesmo.
Sorteavam-se as bolas pelos jogadores, cada um dos quais entrava com, digamos, vinte e cinco tostões. A bola 1 era posta a uma bola de espaço da tabela superior e a meia distância entre as tabelas laterais. O detentor da bola 2 colocava esta no semicírculo junto à tabela inferior e tacava à bola 1, tentando ensacá-la, ou seja, colocá-la num dos seis buracos da mesa. Tacada difícil, essa tacada inicial, sobretudo porque também era imprescindível defender, não fosse haver uma caídela para o senhor que se seguia. Havia, no entanto, sobredotados que conseguiam acertar mais de oitenta por cento destas tacadas. E lá se iam sucedendo os jogos, os finos e as tostas, pagando muitas vezes os ganhadores pelos perdedores, o que tornava a brincadeira mais equitativa. O Apolo fechava às duas da manhã, mas, sendo o Eurico quem era, cerravam-se portas e estores e a jogatana continuava.
O senhor da 5 iria jogar à bola 4, como o da 3 jogara à 2, e assim prosseguia a partida. Quando um jogador conseguia ensacar a bola de número anterior ao da sua, tinha o direito de alvejar qualquer outra bola, independentemente da ordem numérica, e, caso acertasse, continuaria a jogada, tentando ensacar quaisquer outras bolas, e apenas terminando a jogada quando não conseguisse “meter” a bola que visara. Por cada bola ensacada recolhia 5% do bolo. Essas bolas voltavam ao jogo, até sofrerem quatro entradas no buraco: nessa altura, os respectivos donos terminavam a sua participação.
De quando em vez ouvia-se distintamente o 4 a abrandar na curva, chiando nos carris. À medida que os sinais se iam espaçando, percebia-se que se estava a fazer tarde. Possivelmente já não teríamos oportunidade de apanhar o 4 em andamento, aproveitando a tal curva, porque o último já passara. Era altura de beber um café, para espertar, e de dar uma espreitadela cautelosa aos estores, não fosse aparecer de surpresa um creme-nívea mais silencioso à cata de multas por funcionamento da casa para além do horário autorizado.
- O senhor da 4!
Os senhores do 4 poderíamos ser o João e eu, que muitas vezes saltávamos à pressa para o último eléctrico e íamos acabar a noite a minha casa, que era na realidade a casa dos meus avós, nessa altura já apenas da minha avó. Conversávamos pela madrugada dentro, com mais uns petiscos e uns copos pelo meio, na cozinha daquele primeiro andar do prédio fronteiro à paragem do 4. Uns bons anos antes, quando no quadro mal iluminado que indicava o destino do eléctrico se podia ler “Bairro Operário”, essa paragem era, para o 4, o fim da linha. O Bairro Operário, apenas uma fila de casitas pobres com uma capela atrás, havia anos que fora demolido, provavelmente por estar mal enquadrado numa zona da cidade que, com o tempo, parecia ter desenvolvido algumas pretensões a chique. Como se diria hoje, o Bairro Operário terá sido deslocalizado, e a capela, deixada ao abandono, acabara por ser comida pela erva e descaracterizada pela falta de uso; havia muito que, da varanda da casa dos meus avós, se deixara de ouvir a ladaínha das novenas e de ver o serpentear das procissões de velas que me encantavam as noites de infância. Também era no 4 que o meu avô me levava ao circo, só que então no quadro mal iluminado do destino se lia “Portagem”, porque o percurso era agora o descendente. O bilhete custava sete ou oito tostões, e o meu avô oferecia um tostão extra ao guarda-freios para que fizesse a máquina andar mais depressa, não fôssemos chegar atrasados ao circo Mariano, ou ao Circo Royal, ou ao Circo Luftman. Quando a conversa se prolongava até ao raiar do dia, o João e eu já não ouvíamos os pregões das peixeiras que a minha avó distinguia à distância, a Joaquina, que trazia a melhor sardinha, a Adelaide, a Sebastiana, que vinham da Figueira com peixe fresco em dias certos, mas subiam a pé desde a Estação Nova, em vez de apanharem o 4, nem sentíamos o bater discreto na porta das traseiras da mulher que vendia os manjares, uns doces à base de farinha servidos em pratinhos de barro rasos, que nunca mais encontrei em lado nenhum, cheiros e sabores que se foram dissipando na roda dos anos, como a capela e o bairro, e como o 4, anos mais tarde substituído por um duvidoso autocarro que quase nem barulho fazia, e como saber, portanto, que estava a chegar, enfiar o agasalho, descer as escadas a correr e apanhar o eléctrico na hora certa, tlim-tlim, pode seguir?
O senhor da 6!
Se o senhor da cinco, por exemplo, saísse do jogo, passaria a bola 6 a jogar à 4, e por aí adiante. O jogo acabaria quando ficasse apenas uma bola em cima da mesa de bilhar, sendo dado como vencedor o dono dessa bola, que por isso recebia o “bolo” restante - o qual, por azar, poderia ser nulo, dependendo do número de bolas “metidas” fora de sequência - que, como expliquei, premiavam quem as ensacasse.
O senhor da 6 poderia muito bem ser o Rogério. Se assim fosse, já não tínhamos que nos preocupar com o 4, em cujo quadro de destino ainda mal iluminado se lia agora “Cruz de Celas”, porque o Rogério tinha carro e a boleia estava garantida. Ficava-lhe mesmo em caminho, já que morava na mesma rua, mas alguns quarteirões adiante, quase à beira do novo fim da linha, o Rogério, que, anos mais tarde, haveria de comentar no salão de bilhares do primeiro andar do Café Imperial:
- Ele é jogador de pool...!
Assim me desculpava por ter falhado estupidamente a tacada no jogo de eight-ball a que chamávamos snooker. Nos escritórios dos terceiro e quarto andares havia quem conhecesse bem o Apolo do Eurico e outros cafés e afins comuns, o Zé Manel dos chocos e dos ossos, o 007 do queijo da serra e dos vinhos do Dão, o Marbran da cabidela às tantas da madrugada, o Bar da Estação que era o último refúgio antes de o dia ser dia, o Atenas do Quaresma, o Et Coetera que tocava o “Vamos dormir” às 4 da manhã, e outros, e outros, recordados entre duas tacadas no salão de bilhares do primeiro andar do “Imperial” que, anos mais tarde, sucumbiria às mãos da fast food e se converteria num banal MacDonald’s, e que não ficava na mesma cidade onde se jogava pool no Apolo, mas numa cidade com escritórios, trabalho e responsabilidades e coisas assim, uns largos anos a Norte.
O senhor da 7!
O senhor da sete sou eu. Levanto-me enquanto bebo o resto do café, pego no taco, passo-lhe o giz na ponta para evitar alguma espirradela e considero a posição da bola 6 relativamente aos buracos mais a jeito. Observo cuidadosamente a bola 7, a fim de tentar evitar caír-me, e decido-me por uma tacada para o buraco do fundo, à direita, puxando ligeiramente a minha bola para a tabela. Encosto o taco à bola na posição que me parece adequada, aponto à bola 6, recuo o taco e desfiro uma pancada que pretende ser seca, precisa e eficaz. A bola 6 vai rolando perto da tabela lateral direita, encaminhando-se esperançosamente para o buraco do fundo, entra não entra, entra não entra, entra não entra...

43 comentários:

wind disse...

Alien, que memórias tão bem contadas!
Adorei ler a descrição de tudo ao mais ínfimo pormenor.
EStá excelente e com sentimento.
Eu bem insistia para escreveres coisas tuas:) Parabéns:)
Beijos

wind disse...

Ois:)
Mais uma boa música que não ouvia desde os meus 19/20 anos:)
beijos

Anônimo disse...

confesso o meu profundíssimo desconhecimento do lugar. lugares que partilhados assim apetece visitar...re.procurar?


_______________

reinventar?
_______________para mim o prazer foi o de te re.encontrar nesta lisboa de novas eras...?!!!!

é?


beijo. a ser.


sempre.


________________



ysa.

osangue disse...

Boa noite Alien. Belíssimo. Abraço.

nnannarella disse...

____________________

Entrou de certeza.
O Allien José não falha. :)
O Alien José, dono de um blog que tem o nome de um livro da Irene Lisboa, é um excelente contador de histórias. De cafés e não só. Em verso ou nem. Com pitéus ou menos. Eu costumo ir muitas vezes ao Alien José ver o que está lá para trás, ou então deixo a página ali a ouvir em repeat uma música que me quer bem. Beijos para o Alien José, da sempre dedicada nnanna jacinta dos prazeres.:)

Anônimo disse...

entra não entra entra não entra...








sai.

saí.









beijos. obrigada. pelo muito muito muito que me deste.




enormérrimo abraço. A.






y.

Teresa Durães disse...

O senhor Alien, onde Coimbra tem mais encanto... muito bem....


essa coisa dos Ossos nunca entendi (mas em Coimbra os electricos não chiam, isso é nas bandas de Lisboa...aí são os pantunfas!)

pois, já vi onde perdeu os seus tostões.

Joguei (mal) snooker, muita Espadinha e King. Eras modernas (de Lisboa)

Boa noite

Alien8 disse...

Wind,
Obrigado! Também já não ouvia esta música há algum tempo. Não tanto como tu, é certo :)

Bom fim de semana.

Beijos.

Alien8 disse...

Isabel Y.,

Vai, mas por favor não vás para muito longe!

Reencontros são sempre possíveis, reinvenções também, mesmo nestas novas eras da novíssima Lisboa. Por isso coloquei os Cafés em suspensão :)

Eu é que tenho que agradecer. Pelos belíssimos textos. Pelas excelentes imagens. Pela combinação de uns e outras. E pelo carinho.

Um beijo e um abraço.

Alien8 disse...

Osangue,
Obrigado!
Bom fim de semana e
Um abraço.

Alien8 disse...

Nnannarella,

Da Irene Lisboa, realmente :)

Nem sei que diga, o melhor será dizer obrigado e ir buscar o babete. Pois.

Do mais que falível alienígena, a certeza de que, por acaso, também vai ver coisas que ficaram para trás, nas Costelas.

Não esqueço a Senhora Musashi, que cordialmente saúdo através da distinta ama.

Um beijo.

Alien8 disse...

Teresa,

Coimbra, pois claro. Mas não só...

Deixa lá os ossos, isso não é coisa para vegans :P

Quanto aos eléctricos não chiarem, o tanas é que não chiavam! Já os trolleys, esses sim, vinham de pantufas.

Se trocares a Espadinha pelo Poker, jogámos os mesmos jogos hehehehe.

Beijos.

Anônimo disse...

o u t r o.
!!!










Y.


(enorme obrigada)

Teresa Durães disse...

olha o blog que fui descobrir

ão ão ão!!!!!


eheheheheheheh

Os cães mandam!!!!

Mocho Falante disse...

ora aqui está um verdadeiro contador de histórias!
Parabéns!!!!!

E esta música? Não a ouvia fazia muitos anos

abraços

Alien8 disse...

Isabel,

Obrigado sou eu!

Alien8 disse...

Teresa,

Os cães mandam... nos donos. Os gatos mandam... nos cães. Hehehehehehe!

Miauuuuu forever! Miau rulez!

Um beijo.

Alien8 disse...

Mocho Falante,
Obrigado.
Um abraço para ti.

Teresa Durães disse...

esta infantilidade acaba por ser divertida ehehehehh pelo menos para mim! uma das minhas cadelas ia-se afogando segunda :( entrei em estado de choque completo :( adoro os meus animais e nem queria acreditar que ia perdendo uma :(

safou-se mas ainda tem alguma dificuldade em andar

Gi disse...

SIM - NÃO - Esclarecimentos, golpes. Passam-me ao lado.

maloud disse...

Em Coimbra, em Lisboa ou no Porto {à época era o que havia}, com ou sem bilhar, todos tivemos um Apolo.

Alien8 disse...

Teresa,

Lamento, sei o que dói. Espero que a cadela esteja já bem.

A infantilidade, essa que referes, também me diverte, ou mão teria entrado no jogo :)

Um beijo.

Alien8 disse...

GI,

E porquê?

Alien8 disse...

Maloud,
Sem dúvida, mas o meu era o melhor :)))
Bisous.

isabel mendes ferreira disse...

beijo.
de
água.

Tuche disse...

Bom dia meu amigo, passei para matar saudades e ouvir esta belissima música e claro deixar um beijo enorme.

Volto devagarinho...

EMN disse...

Olá, vim deixar-te um beijo.

Ainda não li tudo, mas acredita que irei ler.

Beijão

emn***

Gi disse...

Pode ter havido algum mal entendido da minha parte, talvez não sei.
Ate a próxima.

wind disse...

Vim ouvir um bocadinho a música e deixar um beijo:)

Alien8 disse...

Isabel,

É bom saber que andas por aqui.

Um beijo.

Alien8 disse...

Tuché,
Obrigado pela visita,
Um beijo para ti.

Alien8 disse...

Emn,

Sê bem aparecida!

Claro que acredito :))

Um beijo.

Alien8 disse...

Gi,

Deve ter havido mal entendido, mas não tem importância nenhuma.

Até à próxima, e que seja em breve :)

Alien8 disse...

Wind,

E eu deixo um para ti também :)

Teresa Durães disse...

Olá boa noite,

não sei em que mundo vives mas no meu (trabalho, dia a dia) muitas pessoas com que cruzo não prestam e não se preocupam ou nem têm noção que o seu "poderzinho" (grande ou pequeno, não interessa), e como diz Gil Vicente, não vai à barca.Ignorância. Egoísmo? Não creio, como disseste, que seja a maioria. Diria, até, que é uma minoria. Estamos cheios de 'quintinhas'

O Diafragma deixou no post dois comentários muito lúcidos. Claro que vindos dele só poderiam ser

boa noite e sim, a cadela já está bem

Cila disse...

ola Alien
vim deixar um grande abraço e ler as tuas magnificas memorias:):)
beijo

Alien David Sousa disse...

Alien mano, uma descrição muito criativa. Gostei bastante.
Um beijo alienígena
p.s foi refrescante.

Alien8 disse...

Teresa,

Obviamente, não sabes em que mundo eu vivo, nem eu to vou dizer, Alien que me prezo se ser. Temos os nossos segredos :P

Mesmo assim, interrogo-me: teremos o direito de pensar que somos melhores que os outros? Nós, os bonzinhos e "olha acolá tantos estúpidos, meu Deus", à bela maneira de António Nobre?

Sabes que mais? Tem dias... :)

Um beijo.

Alien8 disse...

Cila,
Já tinha saudades!
Obrigado, um beijo e bom fim de semana.

Alien8 disse...

Mana Alien DS,

Muito refrescante hehehehe, com as cervejitas a ajudar... :)

Beijo alienígena!

Teresa Durães disse...

Olá

não te questionava, que eu saiba, nunca o fiz e há um ano nos cruzamos quase diariamente por aqui (uma observação inútil vinda da tua parte)

não me julgo superior nem inferior a ninguém (já o disse milhares de vezes também) nem chamei a ninguém de estúpido, pelo contrário, falei em pessoas inteligentes. Também não acredito em falsas modéstias (apesar de conhecer gente cujos complesxos não as deixam ver as suas capacidades)

o teu comentário foi totalmente despropositado, sim, há dias, este teu dia deve ter sido mau. feri-te? desculpa.

mas se falarmos em ganância e tentativa de poder, tem paciência. Ou és assim ou sabes que há e muito. Por algum motivo Salazar teve sucesso neste país.

beijo

Alien8 disse...

Teresa,

Acho que interpretaste mal o meu comentário, mas tu saberás.
Entretanto, continuo a interrogar-me.
Acho que é um acto saudável.

Um beijo.

Anônimo disse...

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