Aliencake

Foi numa tarde de sábado, de encontros, reencontros e desencontros, de estreia literária e café, tudo prolongado em noite, jantar e mais café, ficando no entanto curto o tempo. De súbito, aparece-me pela frente um bolo com a minha cara. Um bolo com rosto de Alien. Olhei-o uma e outra vez, e só não me belisquei porque dói um bocado, convenhamos. Mesmo a aliens. As pessoas cantavam os parabéns e batiam palmas, eu ouvia e agradecia, mas mal tirava os olhos do bolo. Fizeram-me pegar nele com uma mão, perante a apreensão de alguns circunstantes, e conduzi-lo, ou deixar que me conduzisse, à mesa improvisada. Vivendo desde sempre em terrível dúvida sobre a minha origem e condição, houve um instante luminoso em que tudo se revelou. "Sou um bolo, afinal sou um bolo!" - exclamei para mim mesmo, entre alguma perplexidade e o alívio de uma certeza há muito tempo aguardada. Foi sol de pouca dura. Lá tive que partir o bolo. Lá tive que me cortar à faca em fatias que rapidamente desapareceram. Ao que parece, estava bom, eu. O facto é que, apesar disso, ainda estou vivo. Não serei, então, um bolo? Serei apenas a recordação dele? Felizmente, a fotógrafa estava lá. Serei assim talvez a fotografia de um bolo. Há piores destinos. Há piores fins de tarde-noite de sábados de lançamentos de livros, encontros, reencontros, desencontros, jantares, cafés, aniversários e ainda mais. Muito, muito piores, garanto-vos.

15 de mai de 2010

Artigo de Boaventura Sousa Santos na Visão, que transcrevo na íntegra e com a devida vénia. Oportuno?

O fascismo financeiro


A virulência do fascismo financeiro reside na capacidade para lançar no abismo da exclusão países inteiros


3:32 Quinta-feira, 6 de Maio de 2010

Há 12 anos publiquei, a convite do dr. Mário Soares, um pequeno texto (Reinventar a Democracia) que, pela sua extrema actualidade, não resisto à tentação de evocar aqui. Nele considero que um dos sinais da crise da democracia é a emergência do fascismo social. Não se trata do regresso ao fascismo do século passado. Não se trata de um regime político, mas antes de um regime social. Em vez de sacrificar a democracia às exigências do capitalismo, promove uma versão empobrecida de democracia que torna desnecessário e mesmo inconveniente o sacrifício. Trata-se, pois, de um fascismo pluralista e, por isso, de uma forma de fascismo que nunca existiu. Identificava então cinco formas de sociabilidade fascista, uma das quais era o fascismo financeiro. Retomo o que então escrevi.
O fascismo financeiro é talvez o mais virulento. Comanda os mercados financeiros de valores e de moedas, a especulação financeira global, um conjunto hoje designado por economia de casino. Esta forma de fascismo social é a mais pluralista na medida em que os movimentos financeiros são o produto de decisões de investidores individuais ou institucionais espalhados por todo o mundo e, aliás, sem nada em comum senão o desejo de rentabilizar os seus valores. Por ser o fascismo mais pluralista é também o mais agressivo, porque o seu espaço-tempo é o mais refractário a qualquer intervenção democrática. Significativa, a este respeito, é a resposta do corretor da bolsa de valores quando lhe perguntavam o que era para ele o longo prazo: "Longo prazo para mim são os próximos dez minutos." Este espaço-tempo virtualmente instantâneo e global, combinado com a lógica de lucro especulativa que o sustenta, confere um imenso poder discricionário ao capital financeiro, praticamente incontrolável apesar de suficientemente poderoso para abalar, em segundos, a economia real ou a estabilidade política de qualquer país.
A virulência do fascismo financeiro reside em que ele, sendo de todos o mais internacional, está a servir de modelo a instituições de regulação global crescentemente importantes, apesar de pouco conhecidas do público. Entre elas, as empresas de rating, as empresas internacionalmente acreditadas para avaliar a situação financeira dos Estados e os consequentes riscos e oportunidades que eles oferecem aos investidores internacionais. As notas atribuídas - que vão de AAA a D - são determinantes para as condições em que um país ou uma empresa de um país pode aceder ao crédito internacional. Quanto mais alta a nota, melhores as condições.
Estas empresas têm um poder extraordinário. Segundo o colunista do New York Times, Thomas Friedman, "o mundo do pós-guerra fria tem duas superpotências: os EUA e a agência Moody's". Moody's é uma dessas agências de rating, ao lado da Standard and Poor's e Fitch Investors Services. Friedman justifica a sua afirmação acrescentando que "se é verdade que os EUA podem aniquilar um inimigo utilizando o seu arsenal militar, a agência de qualificação financeira Moody's tem poder para estrangular financeiramente um país, atribuindo-lhe uma má nota".
Num momento em que os devedores públicos e privados entram numa batalha mundial para atrair capitais, uma má nota pode significar o colapso financeiro do país. Os critérios adoptados pelas empresas de rating são em grande medida arbitrários, reforçam as desigualdades no sistema mundial e dão origem a efeitos perversos: o simples rumor de uma próxima desqualificação pode provocar enorme convulsão no mercado de valores de um país. O poder discricionário destas empresas é tanto maior quanto lhes assiste a prerrogativa de atribuírem qualificações não solicitadas pelos países ou devedores visados. A virulência do fascismo financeiro reside no seu potencial de destruição, na sua capacidade para lançar no abismo da exclusão países pobres inteiros.
Escrevia isto a pensar nos países do chamado Terceiro Mundo. Não podia imaginar que o fosse recuperar a pensar em países da União Europeia."

* * *

Nota minha: A Visão permite e oferece a partilha deste texto no Facebook e similares, por isso deduzo que o Blogger não será excepção.


* * *


Outra nota minha: As três agências de qualificação financeira (ou avaliação de risco, ou rating...) referidas no artigo são as únicas com relevância internacional, e são todas americanas... A Standard and Poor's classificou o Lehman Brothers e a AIG como AAA, a nota máxima, pouco antes do colapso, lembram-se? Portugal, Grécia e Espanha foram há meses reclassificadas em baixa como AA+, enquanto a Irlanda, com recessão de 5% e défice orçamental de 11%, manteve a classificação AAA, e o Reino Unido, com a banca à beira da falência e perspectivas de nacionalização, manteve igualmente o rating AAA. É à mesma Standard and Poor's que a Grécia, Portugal e Espanha devem o facto de terem de pagar mais pelos créditos que contraiam. Logicamente, os credores VÃO RECEBER MAIS, mas disso pouco se fala... A chanceler alemã, Angela Merkel, fez recentemente um sério apelo ao auxílio à Grécia. Porquê? Porque sabe que o que está em causa não são três países, mas toda a economia da União Europeia. A alternativa, que já foi colocada, seria a exclusão da Grécia (ou qualquer outro país nas mesmas circunstâncias...) da UE, a fim de evitar a queda da credibilidade da União e dos países que a integram. A quem devemos então os aumentos de impostos anunciados há dois dias, e a redução nas deduções (Saúde e Educação) à colecta do IRS que aí vêm? Que interesses servem os partidos que as aprovaram?

24 comentários:

Lizzie disse...

Alien,
nestas coisas lembro-me sempre da história do Kennedy pai de todos, do seu papel na crise de 29 e do seu engraxador de sapatos.
É assustador, porque estão agora reproduzidas as circunstãncias que deram origem à 2ª Guerra Mundial.

Mais uma vez, cai-se na absoluta falta generalizada de ética, no poder dos accionistas, individuais grandes ou grupos de inviduais pequenos.
A ambição desmesurada não escolhe classes. Só para te dar um exemplo, aqui lançou-se a ideia de prémios de produtividade (espertos).Tal como eu tinha previsto, pessoas que se davam bem em termos profissionais e pessoais (e simpatizantes de todos os partidos de um extremo ao outro), ao fim de uma semana "abocanhavam-se" em acusações e intrigas.

Quanto a interesses na rectaguarda dos partidos, em Espanha, nos últimos tempos e em Portugal, segundo me contam, desde sempre vou-te dar outro exemplo práctico: conheço um sítio, que tanto bom nome deu a este país, que tinha três administradores.
Agora tem quarenta com o respectivo staff.Pagos a peso de ouro. Consoante os tempos, tornou-se um depósito de "confiança política". Também já provou de tudo. E a actividade não tem nada a ver com esquerda ou direita ou centro, se vigorasse a tal ética. Ou não deveria ter. Em termos de respeitabilidade internacional e nacional, caiu a níveis deprimentes.
Nos outros países, como a Alemanha e nórdicos, tal coisa não se passa. Interessa a competência, não a filiação partidária.
Aliás, o enriquecimento sem causa justificada e as falências fraudulentas, são puníveis com prisão. Aqui é para rir...

Claro que não acho que a América seja a exclusiva culpada. Os especuladores estão em todo o lado.
E as causas levar-nos-iam muito longe.

Há uns anos li um livro que não consegui acabar: The Country of Last Things do Paul Auster.
Espero que não vivamos o enredo, enquanto se grita golo no Mundial de Futebol.

Quando não se distingue o trigo do joio, há sempre Hitlers a sair dos casulos.

Abraço

Licínia Quitério disse...

Não sabendo a que outros fascismos se referia o BSS na conversa com MS, atrevo-me a dizer que todos eles serão sub-produtos do fascismo financeiro em que estamos vivendo (mal). Quanto mais incapazes e corruptos forem os governos, melhor porão em prática os desígnios dos grupos sem rosto nem pátria que governam este mundo de novos escravos. E tão escravos alguns que atingiram o ponto máximo de gostarem de o ser.

Belo post.

Um abraço.

wind disse...

Grande artigo!
Quanto às tuas questões acho que servem os interesses deles próprios!
Estamos mal!
Beijos

Justine disse...

Tu sabes a resposta, não sabes, Alien? Todos nós, os lúcidos, sabemos a resposta, não sabemos?
Estamos, decididamente, a ser governados a nível mundial por um gang de criminosos sem escrúpulos!
Apetece gritar: Acordai!!

dona tela disse...

O TEMPO PASSA, NÃO É?

arabica disse...

Ainda há uns dias comentava que viviamos num impasse mundial, o da aparente mudança. Porque afinal tratando-se dos senhores do mundo, dos donos do mundo, nada mudou.

O seu a seu dono: continuamos sem nada.

Ou não.

Um abraço, Alien.

Alien8 disse...

Lizzie,

De facto, estão mesmo reunidas as condições de que falas. E a ganância dos poderosos estende-se, propaga-se, pega-se aos menos poderosos e até aos que não têm poder nenhum. A ganância e os outros vícios que necessariamente a rodeiam - como a falta de ética, de respeito pelos outros, de um mínimo que seja de consciência social... enfim...

Nem o articulista nem eu dizemos que os EUA são os únicos culpados. Houve, no entanto, Administrações Americanas que não quiseram travar empresas como as de rating e similares, antes pelo contrário, incentivaram-nas, porque também lucravam com isso. E a força delas é tal que, mesmo "errando" escandalosamente nas avaliações (vamos dizer as coisas como são: avaliando melhor quem mais lhes pagava, e paga), nem mesmo assim, dizia, perderam uma ínfima parcela que fosse do seu poder, continuando a ditar o futuro de países formalmente independentes, como o nosso.

Já me conheces o suficiente para saber que nada me move contra o povo americano, nem contra qualquer outro povo. Distingo os povos dos poderes instituídos para sustentarem os interesses constituídos, como é natural.

A actual Administração de Obama não tem poder para sequer regular a actividade das ditas empresas, dos grandes grupos económicos e/ou financeiros, das seguradoras... Repara no que aconteceu ao projecto de Sistema de Saúde que Obama tentou implementar: A lei aprovada não passa de uma caricatura do projecto inicial, porque o poderosíssimo lobby das seguradoras, que contribuem com milhões para as campanhas dos congressistas e respectiva eleição, não deixou. Pura e simplesmente não deixou. O problema está acima dos países, e isso já se tinha visto aquando da queda da Enron e da famosa e muito reputada consultora/auditora Arthur Andersen. No entanto, há governos que procuram lutar contra esse domínio, esse fascismo financeiro de que fala Boaventura Sousa Santos, e há governos que a ele se submetem e nada fazem, e com isso ajudam a afundar as economias dos países que deveriam governar...

Este ambiente torna-se forçosamente um "caldo de cultura" onde se geram e cultivam os vícios que muito bem apontaste, e que tendem a apoderar-se das consciências, a moldá-las, quer a nível individual quer colectivo.

Também espero, Lizzie, que não vivamos o enredo, nem no Mundial, que quero ver, nem nunca. Mas quem poderá saber? Como sempre, a esperança é a única coisa que resta. É isso ou nada.

Um abraço grande.

Alien8 disse...

Licínia,

Também não sei a que outros fascismos se referia o BSS, porque, infelizmente, o livrinho que sobre isso escreveu está há muito esgotado. ("Reinventar a Democracia", Gradiva, 1998) e na altura em que saiu não o li. Mas não se surpreenderia se o teu palpite estivesse certo.

Quanto ao mais que dizes, é assim mesmo, e permito-me salientar a frase final acerca do gosto de ser escravo. Triste, mas verdadeiro, e até individualmente compensador, para quem se rege pela ausência de valores e de tudo...

Alien8 disse...

Wind,

Pois estamos, sobretudo quando, servindo os seus próprios interesses, esses partidos, e muitos outros partidos, organizações e pessoas por esse mundo fora, acabam, mais ou menos conscientemente, por servir os interesses dos tais donos do mundo sem rosto nem pátria de que acima fala a Licínia.

Alien8 disse...

Não sei se isto ainda lá vai com o Lopes Graça... mas que apetece, apetece. De algum modo, foi isso que, no meu pequeno campo de acção, tentei fazer. Neste e noutros. As respostas, essas estão, em grande parte, no texto. Lucidez, precisa-se. Ou, como acima disse a Lizzie, saber distinguir o trigo do joio, para que novos Hitlers não saiam dos casulos - e andam alguns a tentar, bem o sabemos.

Alien8 disse...

Dona Tela,

Passa, passa. E passa bastante mal, se quer que lhe diga. É de engasgar, este tempo. De roer as unhas (sacrilégio!).

Alien8 disse...

Arabica,

Ou não.

Eis a grande questão, a que só as pessoas poderão responder.

Das tais mudanças que são necessárias para que nada mude estamos todos fartos. Bom, nem todos...

Depois ponham a culpa no rendimento social de inserção, grande causa do défice e da falência generalizada do país. Haja paciência!

Alien8 disse...

Licínia, Wind, Justine, Dona Tela, Arabica,

Um abraço colectivo, que me escapou, nas respostas aos vossos comentários.

Lizzie disse...

Alien:

há uma indústria que, ao longo da História, é o espelho de tudo isto: a Moda, sobretudo a alta costura.

Quando esta coisa começou a lançar tentáculos, em todo o mundo, os compradores mudaram. Quem era e comprava por gostar da arte e do design,às vezes até para coleccionar como quadros ou esculturas, deixou de ter dinheiro para tais luxos. Muitos donos tradicionais de empresas foram engolidos pelas tais hordas de accionistas.
Quem compra agora, e manda até fazer diamantados, foram pessoas que "subiram" à custa da tal especulação. Não compram por gosto, mas pelo preço que custa. Por ostentação.
Estão na lista nomeadamente, pessoas de países africanos cujos cidadãos morrem de fome. Entre outros americanos, europeus, árabes,do leste, etc.

Contra a esta falta dos mais ínfimos valores e ganãncia acoplada, achei graça à subtileza de Tom Ford no seu filme "A single man". Vivienne Westwood e Karl Lagerfeld também têm dito coisas jeitosas, até em relação a políticos.

Também se vê pela dança (e bibliotecas, e escolas).
Nos EUA, muitas companhias de repertório eram mantidas à luz da lei do mecenato. Pagas pelas empresas. Dinheiro de imposto pago directamente às instituições.
Com esta fúria, muitas foram encerradas.
O dinheiro para fins culturais, gerando ao mesmo tempo emprego,anda a voar...
Portugal tinha o Ballet Gulbenkian, não tinha?

Quanto a companhias de seguros, já disseste tudo.
E, para mim, não há maior falácia que as eleições nos Estados Unidos.
Porque é em grande. Se formos para países pequenos em que casos de avaliação de transparência demoram anos...

Conheço muita gente com alma de ditador. Pois conheço. Tivessem eles nascido noutros tempos...
e,o que me entristece, é a quantidade de perfis moldados para informadores/delatores. Espécie de vermes sorridentes, filosofia "com o mal dos outros, posso eu bem" (isto de conhecer linguagem marmoreada de taberna é muito proveitoso:)).
Como a minha avó, cada vez penso mais: não estou de palavra!:))

Enfim...

Grande abraço

legivel disse...

... são precisas respostas claras, sem subterfúgios, que é o que a nossa classe política tem vindo a fazer há longos anos a esta parte. E elevar o nível de compreensão do fenómeno social do cidadão votante. Votar por "simpatia", é tão negativo como votar no "mais do mesmo".

Abraço.

Lizzie disse...

Errata Esta Cabecinha Já Não É O Que Era

que isto de comentar em circunstãncia simultãnea de sono, parlatura telefónica e mais sei lá o quê, ainda produz mais erros ortográficos e de pontuação do que é costume.

Por ex., no anterior, "quem era RICO e comprava..."

As minhas desculpas, que isto não vai lá sem uma salada de polvo com corações de alcachofra avinagrados tudo empurrado a branco fresco:))

Alien8 disse...

Pois é, Lizzie, nada escapa ao sistema, nem mesmo o que, aparentemente, poderia escapar - refiro-me à dança, que a moda, como demonstraste, está perfeitamente inserida...

É um exemplo interessante, com dados concretos, o que aqui deste.

Os perfis de ditador, de delator / informador, quando não nos vêm do passado, parecem-me ser gerados por tudo isto de que temos falado. Uma árvore podre não pode dar bons frutos...

Sim, tínhamos o Ballet Gulbenkian. Ainda hoje não acredito...

Razão tinha a tua Avó: É preferível não estar de palavra!

Um abraço, e um agradecimento pela salada da correcção :)

Alien8 disse...

Legível,

De acordo. Mas o que vejo é, infelizmente, o contrário: Respostas cada vez menos claras, confusão deliberadamente estabelecida, mais a outra confusão inerente a quem não sabe mesmo o que anda a fazer, por exemplo na governação de um país ou na gestão de um grupo financeiro...

Um abraço.

bettips disse...

Não me dão "o tempo": eu roubo-o, aos bocados, na feitura da minha vida.
Por isso me vou repetir sem vos ler como vos gosto. Deixo abraços porque me sois belos.

Alien8 disse...

Bettips,

A tua visita e os teus abraços bastam! Quando tiveres tempo, terás... Também não tenho tido disso, por estes dias.

Um abraço de ambos para ti a Norte.

dona tela disse...

A CONJUNTURA OBRIGA E AQUI ESTOU EU.
ATENTA E OBRIGADA.

Alien8 disse...

Veio cedo, Dona Tela, veio cedo. Se adivinhasse que eu ia aqui pôr uma receita de pudim de pão... :)

Maldita conjuntura!

Alien David Sousa disse...

Mano, fiquei sem palavras. A tua inteligência não pára de me surpreender.
Já li os comentários e como estou com preguiça para comentar o teu texto - tão bem estruturado- fica aqui um beijinho alianísta

Alien8 disse...

ManaDS,

Pois eu também fiquei :)

Obrigado e um beijinho. Alienista? POis seja! :)