
Tenho ouvido os principais ideólogos do Islão, alguns residentes em países ocidentais, qualificar o islamismo como um projecto revolucionário, que se pretende, portanto, implantar em todo o mundo, na perspectiva de que se deve viver segundo as regras de (e o respeito e culto a) Deus, sendo a política necessariamente inseparável da religião. Não estou a falar de teóricos do fundamentalismo, embora haja diversas tendências ideológicas dentro do Islão, algumas menos moderadas do que outras. Mas em todas permanece o essencial: um projecto revolucionário, político-religioso, que se pretende implantar. Face a isto, ocorrem-me diversas perguntas:
- Qual a infraestrutura económica subjacente ao projecto político e religioso (= ideológico) do Islão?
- Quais os meios considerados adequados para a divulgação e implantação do projecto em países ocidentais, de tradição cristã ou não?
- Será, por outro lado, o projecto "ocidental", a que vulgarmente chamamos democracia, inserida no sistema capitalista em que vivemos, também algo que se pretende implantar em todo o mundo, na convicção de que é o melhor para as pessoas?
- E, se assim for, quais os meios considerados adequados para a sua divulgação e implantação?
Fico por aqui. Gostaria de receber algumas ideias como respostas às perguntas que formulei. Penso que vai sendo mais do que tempo de debater (ou simplemente de pensar) a sério uma questão que cada vez mais parece pertinente, fundamental, inadiável.
2 comentários:
Boa tarde, Spartakus.
Agradeço a visita, o comentário e a disponibilidade. Passo a esclarecer: Para o caso, não me parece importante distinguir entre várias tendências do islamismo, na medida em que os seus principais líderes teóricos, religiosos e (portanto) políticos consideram o islamismo, na sua essência, como o projecto a implantar a que me referi no post. Se entendes que é importante distinguir, então força, distingue e elabora, que é para isso que aqui estamos!
Hmmm?
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