Aliencake

Foi numa tarde de sábado, de encontros, reencontros e desencontros, de estreia literária e café, tudo prolongado em noite, jantar e mais café, ficando no entanto curto o tempo. De súbito, aparece-me pela frente um bolo com a minha cara. Um bolo com rosto de Alien. Olhei-o uma e outra vez, e só não me belisquei porque dói um bocado, convenhamos. Mesmo a aliens. As pessoas cantavam os parabéns e batiam palmas, eu ouvia e agradecia, mas mal tirava os olhos do bolo. Fizeram-me pegar nele com uma mão, perante a apreensão de alguns circunstantes, e conduzi-lo, ou deixar que me conduzisse, à mesa improvisada. Vivendo desde sempre em terrível dúvida sobre a minha origem e condição, houve um instante luminoso em que tudo se revelou. "Sou um bolo, afinal sou um bolo!" - exclamei para mim mesmo, entre alguma perplexidade e o alívio de uma certeza há muito tempo aguardada. Foi sol de pouca dura. Lá tive que partir o bolo. Lá tive que me cortar à faca em fatias que rapidamente desapareceram. Ao que parece, estava bom, eu. O facto é que, apesar disso, ainda estou vivo. Não serei, então, um bolo? Serei apenas a recordação dele? Felizmente, a fotógrafa estava lá. Serei assim talvez a fotografia de um bolo. Há piores destinos. Há piores fins de tarde-noite de sábados de lançamentos de livros, encontros, reencontros, desencontros, jantares, cafés, aniversários e ainda mais. Muito, muito piores, garanto-vos.

10 de fev de 2009

Um encontro inesperado

Descia eu a rua, preocupado com o mistério que me anda a ensombrar os dias, quando avistei ao longe um vulto familiar. Sobretudo impecável, cabeça em forma de ovo, bigode cujos floreados se tornavam mais definidos à medida que nos aproximávamos... só podia ser ele!

Como já o conhecia dos livros, não hesitei em abordá-lo. É que vinha mesmo a calhar!

- Hercule! Bons olhos o vejam!
- Alien, mon ami, como tem passado?
- Nada mal, à custa de uma nova tisana que ando a experimentar. Tem-me feito muito bem às celulazinhas cinzentas.
- Ah, oui?
- Assim é, meu caro. E, caso os seus afazeres o permitam, convido-o agora mesmo a experimentar essa tisana em minha casa.
Encontrara o isco certo. Poirot, entusiasmado, anuíu de imediato, e lá fomos.

Quero poupar-vos à descrição do encontro, por isso passo directamente ao que nos interessa. Exposto ao detective o caso do prémio roubado, o homenzinho foi dando pequenos goles na tisana, meneando a cabeça em sinal de aprovação e alisando cuidadosamente o bigode. Era evidente que, no meio da nossa conversa recheada de banalidades, Poirot pensava.

- Mon ami, escusado será dizer-lhe que todos os que tiveram acesso ao seu blog, e muito em especial à sua caixa de comentários, são suspeitos.

- Todos, Poirot???
- Mais oui, todos! Sabe perfeitamente que o criminoso tanto pode ser a pessoa mais provável como a mais improvável.
- Tem razão...
- Repare também que todos tiveram motivo, já que o galardão é muito cobiçado. E todos tiveram oportunidade. No entanto...
Poirot fez uma pequena pausa e bebeu mais uns goles de tisana.

- ... No entanto, se é certo que me guio pelo raciocínio, também não desprezo a intuição. Neste caso, a sua intuição, mon ami, quando afirma que crê ter o gatuno deixado a sua marca nos dizeres que gravou na pedra.
Poirot esboçou aquele sorrisinho do costume, e continuou:
- Não se entusiasme muito, que não é apenas da sua intuição que se trata. Sabe certamente que a minha aguda capacidade de avaliação do perfil psicológico das pessoas me tem levado a resolver mistérios que, sem Hercule Poirot, ficariam para sempre por desvendar! Ora, já lhe ocorreu perguntar a si mesmo quem, de entre os suspeitos, seria capaz de deixar um texto gravado em pedra, em vez de um simples lugar vazio? Já pensou no motivo dessa prosápia? No carácter de quem assim agiu? A mensagem, meu caro Alien, é um acto audaz, provocatório, próprio de quem se imagina impune e faz questão de se gabar do feito; de quem não se contentou em privá-lo do seu merecido prémio, juntando ao roubo a humilhação e a gargalhada sinistra. É evidente a megalomania do criminoso. Não lhe parece?
- De facto, agora que o diz...
- Dizem-no (aqui Poirot bateu repetidas vezes com o indicador direito na cabeça) as minhas celulazinhas cinzentas. Elementar, meu caro Alien!
- Elementar...? Mas essa deixa não era de Sherlock...?
- Será, mon ami? Será? Olhe que até Holmes aprendeu muito com o grande Hercule Poirot!
Calei-me, convencido de que a sua proverbial vaidade lançara Poirot numa total confusão quanto à cronologia.

O detective deitou um olhar penetrante à inscrição. Observou-a em silêncio durante alguns minutos. De repente, bateu na testa e exclamou, triunfante:

- Voilá, mon ami! A sua tisana é realmente eficaz!
- Então quer dizer que... que...
- Sim, Alien! Poirot sabe quem foi! Outro sorrisinho, e continuou:

- Mas não vou acrescentar nada ao que já disse. Ao fim e ao cabo, a sua excelente tisana haverá de iluminar-lhe o raciocínio, n’est-ce pas? Um conselho, caro Alien: Sirva esta tisana aos seus amigos comentadores. Pode ser que lhes estimule as celulazinhas cinzentas, como tem acontecido consigo!
Notei no olhar do meu amigo um brilho suspeito. Poirot apanhara-me com a história da tisana milagrosa. A infusão que eu lhe servira fora rapidamente identificada pelo seu paladar de connoisseur como uma vulgar mezinha para males de estômago, intestinos e afins.
- Hercule, ao menos uma pequena indicação... qualquer coisa...
- Pois bem, caro Alien, se assim o quer... Lembra-se de uma tal Teresa Durães, também conhecida por narrador, ter escrito, em princípio de comentário: "No início era o verbo. Mas o narrador nunca soube conjugá-los bem..." ?
Precipitei-me para o computador.
- Mais non, mon ami, mais non! Não precisa de procurar o comentário! O que citei já lhe basta: "No início (Poirot acentuou estas palavras) era o verbo...". Em seguida levantou-se, compôs o fato, ajeitou a gravata, vestiu meticulosamente o sobretudo, sacudiu um imaginário grão de poeira da lapela, despediu-se e saíu, sem dizer mais do que um irónico “Au revoir, mon ami!”.


E agora? Que me dizeis, mes amis? Vamos descobrir o culpado de uma vez por todas? Pelo sim, pelo não, aqui vos sirvo uma deliciosa tisana... e, seguindo o método de Poirot, convido -vos a considerar com atenção a personalidade dos suspeitos e a observar cuidadosamente a inscrição!







CONTIUAÇÃO

67 comentários:

Vieira Calado disse...

Não raras vezes, os textos longos são cansativos, quando colocados num blog.
É preciso muito cuidado.

Acontece porém, que o autor desta peça conseguiu despertar-me a atenção, trazendo à cena uma personagem ímpar, que todos os do meu tempo conheceram.

O efeito foi notável. Até porque está muito bem esgalhado.

Também isto poderá servir de referências para outros textos, mesmo de outros autores.

Cumprimentos daqui.

Alien8 disse...

Vieira Calado,

O autor tem a noção desse perigo. Porém, há ocasiões em que é preciso arriscar...

Parece que desta vez correu bem, pelo menos na sua opinião, que o autor muito agradece, assim como a visita a este blog, que em breve será retribuída, como agora acontece com os seus cumprimentos.

Lizzie disse...

-Lizzie, fíjate...
-o que é que foi agora?
-estoy muy contenta!
-porquê?
-el Verdito Mío tiene la nariz e su boca.
-olha,pois tem!
-he oído su voz! fíjate lo hermosa de suavidad que es.
-o nariz, nesta altura,só se for para apanhar febre dos fenos...
-gillipolas!
-parva é a tua tia. Já imaginaste o efeito na terra de um espirro de um extra terreste? Caírá uma poeira verde brilhante ao melhor estilo hollywoodesco de ficção científica? Ficarão os hipocondríacos em pãnico quando olharem para a partícula com cara de molécula de alface biológica na lapela? E se, eventualmente, desenvolver infecção secundária com febre, será que derreterá algum glacial no Pólo Norte inundando, por subida das águas, o metro do Terreiro do Paço?
- a mí me quedaria bien el color verde en mi ropa...mejor que las ropas chinas con brillantes!
-maluca egocêntrica!
-lo será tu tía, no?
-.....

(discussão interdita a ouvidos menores de 95 anos)

Lizzie disse...

Lá porque fui extraída de Estremoz e não fui tirada do ventre das jazidas de Carrara, não significa que seja estúpida e não tenha a minha própria sensibilidade.

Era noite quando fui roubada do balcão de uma cervejaria no Samouco. Vim a trepidar em cima de um cobertor nas traseiras de uma carrinha com cheiro a gasóleo. Malvados escapes, que já as da minha raça que serviram para esculturas se queixam da infiltração de lixo nos poros. Ai que saudades das carroças, das aldeias da roupa branca...

Senti um calor contundente a rasgar-me. Muito rasgou sem me respeitar os veios. Nem todos se chamam Miguel Angelo ou Rodin ou Camile Claudell. De vez enquando sentia umas picadas, assim em forma de ` de . e as piores, ai que horror de ,

Não era bico de pássaro. Pode lá uma bicudeza adunca calcária entrar-me na superfície?

Era mais parecido com aquilo que sentia, lá no Samouco, quando havia discussões. Tipo olhar de raiva,de ira, que tudo fura.

Bem só espero que me limpem esta nódoa da gota de brilhantina que o homenzinho deixou cair do bigode. Roçada como estou já me saiu o polimento. Entranho tudo. E vá lá que o chá não tem limão. Já não suporto a acidez: faz-me logo cratera. Como as bexigas dos humanos.

Ah, ah, ah, donde virá este pó verde que faz cócegas? olha se as pedras se rissem como a gente...

wind disse...

Excelente prosa!:)
Já provei chá da tisana, mas não se me fez luz:)
beijos

Alien David Sousa disse...

Mano, claro que vou provar da tua tisana apesar de que no fundo do teu alienígena coração tu teres consciência de que eu não tive nada a ver com esse roubo horrendo. Espero que descubras rapidamente quem fez tamanha barbaridade. Eu já fiz a minha parte já bebi do teu chá...se houver algo mais que possa fazer é só dizeres.

Saudações alienígenas

cocha e marreca disse...

...e bebeu mais um goles de tisana.

Alien, levaram-lhe o prémio mas deixaram-lhe um "s" a mais.

prof disse...

eu cá continuo a achar que era melhor qualquer coisa alcoólica...

bettips disse...

Indecisos, caro Alien: todos somos culpados ao visitarmo-nos porque sempre levamos algo de alguém.
Um detective preciosos, esse Poirot, que bem ficou na tua investigação...
Bjinho

Teresa Durães disse...

Rufus regressa dos seus campos de treino de terrorismo. está cansado, as roupas rotas das últimas golpadas que recebeu quando se distraiu a pensar em toda aquela profanação atirada por um Alien qualquer e acaba de se cruzar com Poirot que lhe sussurrou aos ouvidos que continuava de olho nele

Era o que mais faltava ter de aturar aquele petulante de bigode farfalhudo e face arredondada! Quem pensa que é? Se quiser devaneair, ele que persiga aquele Legível que tanto nos persegue!

E de rompante, sai porque tem umas guerras para travar

Arabica disse...

Should i stay or should i go? ia ela a cantarolar, abstraída das noticias do mundo distante, quando a juzante se ouviu nitidamente uma explosão rápida seguida do estrondo de diversas pedras rolando umas sobre as outras...

Meia atordoada, meteu pelo atalho mais próximo e entrando no posto de Turismo, pediu delicada, embora apressadamente: Um jornal e uma tisana mágica, por favor. Se possível, com direito a cantos gregorianos de pássaros :))


Alien :)) este teu encontro foi quase de 3º grau e garanto-te: saiu em todos os jornais regionais :))

Um abraço e um bom fim de semana!

Alien8 disse...

Lizzie,

Começando pelo fim, gostei muito desse "discurso da pedra" :)

Não ajudou muito na investigação, mas divertiu-nos a todos, e sabemos como é importante relaxar - ou, nas palavras imortais do Pintana, "Todo o estudante precisa de um derivativo!" :)

Quem é (ou era?) o Pintana? Hmmm, isso é uma longa história...

Vejo que gostaste do Alien com nariz e boca! Não tenhas receio de calamidades ambientais e afins, porque posso aqui confidenciar-te que um Alien da minha estirpe nunca espirra! :)

Voltando atrás, "balcão de uma cervejaria no Samouco?" Eheheheheh!

Beijos.

Alien8 disse...

Wind,

Chá é chá, tisana é tisana! :)))

A luz faz-se quando menos se espera. Aguarda e logo verás... :)

Beijinho.

Alien8 disse...

AlienDS,

Nem por sombras suspeito da minha mana. Bom, o homenzinho disse-me para suspeitar de todos, mas tenho direito às minhas simpatias, ou não tenho? :)

A única coisa que podes fazer é olhar com atenção para a inscrição, seguir os conselhos do Poirot e... pensar :)

Beijinhos alienígenas!

Alien8 disse...

Cocha e marreca,

Obrigado pela visita e pela atenção ao texto! E pelo aviso.

Na verdade, não me deixaram um "s" a mais... trocaram-me "uns" por "um", mas já vou tratar disso.

Alien8 disse...

Prof,

Não serei eu quem discorde, mas... esse tal trago tem-lhe dado alguma ajuda na investigação? :)

Alien8 disse...

Bettips,

Muito bem arquitectado, mas isto não é o Crime no Expresso do Oriente, em que todos eram culpados :)

O Poirot deu aqui uma ajuda fundamental, penso eu (e não vou acrescentar "de que", mesmo sabenso que falo com uma portuense, quiçá uma portista...:)

Obrigado e um beijinho para ti também.

Alien8 disse...

Teresa,

Rufus sente-se ameaçado por Poirot. Porque será?

Rufus apontra o dedo a Legível. Mistério...

Então, "No início era o verbo..." não chega para encontrares o culpado? Não? :)))

Entretanto, mais uma bela sortida do impagável Rufus, que sempre gosto particularmente de reencontar nos teus textos.

Boa caçada aos vírus (respondi-te no post anterior).

Bom fim de semana!

Alien8 disse...

Arabica,

Stay, oh please, stay! :)

Eu, quando ouço pedras a explodir, também corro logo para o posto de turismo mais próximo :)

Encontro quase de terceiro grau? Uau! Para o homenzinho deve ter sido:)

Obrigado! Ah, e também saíu na imprensa nacional e nas notícias da TV :) Ora essa!

Diverte-te muito, descansa...

Beijos

Arabica disse...

Alien,

só ontem à noite me apercebi que não tinhas sido tu a fazer desaparecer o post anterior :)
Pensei que brincavas connosco no seguimento do desaparecimento do prémio :)

E só ontem vi este novo post, estive dois dias sem acesso à net.

Beijo

Teresa Durães disse...

Caro Alien: Se a intenção é apontar o dedo ao narrador da história, digo desde já que é descabido apesar de não saber conjugar verbos. Claro que o narrador é o Deus Criador de todas as coisas e tem a liberdade de dar ou retirar prémios só com um estalar de dedos. Ai daquele que o afrontar pois provará a sua ira! E continuo a afirmar que tanto a Caturra, tão honesta e pura, como a Condessa D'aqui e D'alem estão acima de qualquer suspeita! Prova disto tudo é a gentileza com que abordaram o assunto do Prémio.

Mocho Falante disse...

Mais uma vez um texto pautado pela originalidade desta vez com pitada de mistério, eu por mim um gin gordons ajuadava mais a libertar o sentido de investigador...

abraços

Alien8 disse...

Arabica,

E tivemos saudades :)
Mas ainda vens a tempo de descobrir o criminoso... ou não?

Um abraço.

Alien8 disse...

Teresa,

O narrador? Nem pensar! A pista é outra :)))

E ninguém está acima de suspeitas- excepto, claro, o Criador e o dono do prémio roubado.

E agora, descobres quem foi? Está tudo escrito na pedra...

Alien8 disse...

Mocho Falante,

Pois bebe uns gins e investiga :)

Um abraço!

Teresa Durães disse...

mas quem é verde e vem das profundezas? Ai a dor de cabeça de tanto pensar!

Alien8 disse...

Teresa,

Hmmm... o ladrão escreveu na pedra. Vociferou contra um verde... não deve ser o verde o ladrão... :)

Tens obrigação de saber quem é, tu mais do que ninguém!

prof disse...

Ontem, durante o prós e contras sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo (efectivamente faz mais sentido do que falar em casamento entre homossexuais!!! Faz todo o sentido! Ou ficariam de fora os chamados bi e trans e... e porque definir o que é um homossexual tem muito que se lhe diga) mas, dizia eu, ontem, durante o debate, tive um choque! (OK, tive muitos choques mas, para aqui, de momento, apenas interessa um); deu-se o dito quando ouvi aludir à grande mesa de mármore em que alá teria escrito o Corão...
Eu, que gosto de dizer que tenho sangue árabe, embora não me identifique com o islamismo - apenas porque sou feminista, digo, humanista e agnóstica- fui, por momentos, assaltada pela dúvida.
Seria Alá o autor do roubo???
Bebi uns copos e o resultado foi que passei a ver dois Alás: um que era miragem e outro que também...
Ficarei hoje na companhia da minha dúvida metódica...
Um abraço

burro disse...

sou muito burro, nunca tive qualquer jeito para descobrir estas coisas.

mas a exposição dos factos está muito bem esgalhada..

mar disse...

Um chá para para males de estômago, intestinos e afins.......

fiquei a modos q perplexa (mais uma vez)

:)*****

Alien8 disse...

Prof,

Quer-me parecer que esse seu método não está a dar grandes resultados quanto ao esclarecimento deste mistério. Por outro lado, graças a Alá, está a dar outros resultados no mínimo curiosos - e em duplex!

Fez-me lembrar isto:

Bebâdo chega a casa todo rebentado.
Esposa: "Mas que é que te aconteceu?"
Marido bêbado: "Ia andando no meio de "duas" ruas...e olho para trás e vejo que sou perseguido por "dois" touros"...à minha frente havia "dois" postes..."
Esposa: "E...?"
Marido bêbado: "Subi no poste que não era poste...e o touro que era touro acertou-me..."

Arabica disse...

Alien


eu ia jurar que ontem aqui tinha deixado um comentário!


Mas não. Perdeu-se.

Era de telhas e de sismas.


E da minha teimosia sempre no mesmo suspeito que afinal é o único a ter a chave deste castelo e desta pedra :))

Porque estaria o criador a salvo da suspeita? :)

Não é crime, disse ela :))

Desaparecem prémios, posts e comments :))) e a memória já me falha :))


beijos

Alien8 disse...

Burro,

Grande nick!

Obrigado pela visita, leitura e o mais.

A propósito, os burros não são tão burros como se pensa...

Alien8 disse...

Mar,

Afins e não só: também podem ser parentes, em linha recta ou até ao segundo grau da linha colateral.

Não percebo a tua perplexidade...:)

Beijinhos.

Alien8 disse...

Arabica,

Ai, essas águas não te estão a fazer nada bem! :)))

Aqui tens outro mistério para descobrir: onde está o teu comentário e a minha resposta?

DICA: No post anterior? :)))))))))

Beijos.

mar disse...

A minha perplexidade, tem a ver com o facto de nos dares a beber, a nós e ao teu ilustre conviva, chá para "males de estômago, intestinos".....

Acaso insinuais que andamos mal do estômago e intestinos ??!!


:)*****

Alien8 disse...

Mar,

Não, não, nada disso, eu só a dei (tisana) ao Poirot! Ele, que é sabido, é que me sugeriu que vos servisse a mesma tisana. Mas a que eu vos ofereci foi outra - mesmo para as celuluazinhas cinzentas, mas até agora não me valeu de nada, porque ninguém descobriu o mistério! :)

Beijos.

wind disse...

Temos de informar o Poirot que de tarde o post desaparece...
Mistério.lol
Beijos

Alien8 disse...

Wind,

Estranho mesmo... mas só para quem usa o Internet Explorer!

Mistério esclarecido :)

Beijinhos.

Arabica disse...

ahahahahah

será das águas? ;))))



ai Alien que me troco toda :)


e julgo que não é sismas mas sm cismas ( de cismar)


Vou lá ler a tua reposta :)


Beijos para ti e Lola!

Uma boa noite!

Alien8 disse...

Arabica,

No comments :)))))))))))

Um beijo.

Teresa Durães disse...

ainda sem tempo, prometo regressar

Lizzie disse...

Sr.Dr.

Mandaram-me ter consigo porque cheguei lá e disse que um extra terreste muito verde a quem cresceu um nariz e uma boca andava intrigado porque lhe tinham roubado um prémio e esbugalharam os olhos e perguntaram se era de Marte e eu disse que achava que era de Centauro ou coisa assim e puseram-se aos segredinhos e perguntaram-me que mais e eu disse que tinha lá ido ao sítio dele o Criador que era obcecado com os óscares e tratava por tu a MªMadalena o que é verdade porque uma com nome de café arábico que se põe à janela a ver a lua reparou nisso e que também tinha lá estado uma Santa Lizzie que dizia mal do paraíso pindérico e que depois o ET andava a tomar tisanas para a ulcera com o snob do Poirot em vez de convidar a Miss Marple que já tem idade para ter juízo apesar de ser abelhuda e assim podia descobrir o que diz as pedra roubada do Samouco e que têm cócegas e que cheira a cerveja que tresanda e escreveu a dizer que o bico duma caturra não tem força para escrever no mármore como as pessoas que têm olhar duplicado também não podem escrever nas pedras porque saíam as letras a dobrar aassssiimm e na pedra está tudo em forma de unidade e depois perguntaram-me que mais e eu disse que ás vezes o ET se virava ao avesso e se chamava TE e que também havia um general com mau feitio ainda pior que o do fantasma chamado Lizzie que anda por aí armado em alma penada e tem a mania que é gente nua porque lhe roubaram o lençol branco com que se costuma arrastar no tempo e no espaço e o ET agora anda a inventar mistérios para ver se a Endemol lhe compra os direitos e faz um programa de televisão que é para o ET ficar ficar rico e o Criador que é invejoso vai mandar os embaixadores fazer uma caça aos ETs...

e depois escreveram o nome do Sr. Dr num papel e disseram-me para vir ter consigo com urgência e aqui estou porque pode ser como sábio que é que possa ajudar o ET a recuperar o prémio mesmo sem tisanas que ele coitadinho fica triste sem ele e ainda apanha uma depressão e ainda se vai embora que raios me partam se não vi ontem no meu jardim um disco voador a chorar de hesitação should i stay or should i go e veja lá a fama com que os terrestes ficam lá em cima.

Obrigada pela atenção e faz favor dê lá um jeito à criatura que também deve ser filha de deus apesar de não ter cara rosada de bispo.
Com liceça!

Alien8 disse...

Teresa,

Vou aguardando :)

Alien8 disse...

Lizzie!

Mas que grande redacção da Guidinha! :)

Um exemplo de análise cuidada e perspicaz dos factos e das pessoas envolvidas, embora a meio me tenha perdido e esteja ainda a ver se percebo quem ou o que é que tem cócegas e cheira a cerveja que tresanda, mas tudo bem, se tirarmos a subtil tentativa de ilibar gente de olhos duplicados, que nessa não caio eu, lá diz o Poirot que todos, mas todos, são suspeitos, isto à partida, porque eu já consegui eliminar alguns, mas isso é assunto para o próximo post, por enquanto quero ver se alguém se descose com uma sugestaozinha, mas até agora quase nada de jeito e assim a Endemol não me compra nada e ohhhh não vou ficar rico, que maçada, vale-me o Criador invejoso, à laia de consolo, e que alguém me livre de também ser filho deste Criador, conforme insinuado quase em fim de redacção, enfim, suspeito de que o destinatário da cartinha é um tal Dr. Phil, está na moda, pronto, e fica, já agora, a comentadora a saber onde é que se devem pôr as vírgulas num texto loooooooongo loooooooongo como este que aqui termina, e está licenciada e sabedora de que a boca e o nariz são equipamento opcional e, diria mesmo, nau iu ci ite nau iu donut.

Arabica disse...

Alien,


andava a moçoila em passeio, com seus olhos verdes tristes e cansados, pousados nos ramos e nos musgos das pedras (quase como um lençol que lhes guardava as letras inscritas) e nem lhe ocorria que a vida não era só passeio, papo para o ar e nariz ao vento...

Chegou atrasada para a entrada no palco e à vida real, que isto de fugas é o que dá; depara-se com Poirot em lugar de Lola, com a Narradora submersa em virus da pior espécie, de martelo em punho quase um Rufus dos tempos modernos, um Criador com males de vesícula e amargas bilis, que os roubos, sim, não há dúvida, são sempre amargos, uma Prof. a chamar por Alá, é lá, que isto é obra, e como eu ia dizendo, vem a moçoila lá dos verdes campos, com braçadas de camélias e vitelas pela mão (deixa os patos para a Lizzie) e...e... (ganhando folego) a cair assim no palco da vida real, fica a modos de se sentir nua e noutro planeta, a ela nem lençol lhe vale nem verdes luzes de Marte ou Centauro...


Faltou aos últimos treinos, não sabe as falas nem se lembra dos tempos, cai de paraquedas sobre Poirot, entorna o chá, o seu destino não são os low-profiles, olha de relance a pedra, mesmo antes de desmaiar e soletrar: no inicio era o Verbo...

Quando muito tempo depois, acordou, desafiou a lei da gravidade, dizendo ter visto um Verbo a voar com um prémio debaixo do braço ...

prof disse...

Era um gato estranho, muito mais suave que os felinos seus parentes. Andava como quem dança, miava como quem canta. Tinha um imenso fascínio por aquela caixa preta em frente da qual o ser com quem partilhava a casa se sentava, horas a fio, a brincar sobre uns quadradinhos. tlec tlec tlectlectlec... ouvia-se na sala. Já por várias vezes tentara juntar-se ao seu compenheiro verde nessa brincadeira mas aparentemente aquele era um jogo individual. O outro não o deixava brincar com os quadradinho.
Até que um dia... há sempre um dia fatídico, nestas histórias...
O ser verde andava agarrado à barriga e pronunciando sons que, o gato bem o sabia, eram de mau agouro. A certa altura, levantou-se de rompante e correu para aquela sala em que às vezes se fechava e onde fazia coisas com água. O gato não gostava de água, pelo que nunca se interessou muito em saber o que se passava na quela sala pequena. Nesse dia, aliás, nessa noite, que o sol já tinha deixado de espreitar à janela, nessa noite, dizia eu, para além do som irritante da água a precipitar-se na gigante malga redonda sem fundo, um cheiro nauseabundo empestou o ar. E o seu companheiro de casa passou de verde a amarelo; não se sabe se pelo cheiro, se pelas cólicas que o acometiam. E tão mal se sentia que, da tal salinha, foi directamente para o quarto, sem desligar a caixinha mágica que tanto fascinava o gato. O mal de uns é o bem de outros. Nessa noite, o bichano desforrou-se. Toda a noite brincou. A princípio, a medo, ia colocando uma patinha aqui - tlec- outra ali -tlec. Tinha as unhas um bocado compridas, o que dificultava o jogo. Ao lado da caixa havia um bocado de pedra marchetada de branco e cinza, que julgava ser uma homenagem ao seu pelo. Passou as garras criinch... crinch... funcionava! A pedra ajudava a desbastar um pouco as unhas. Insistiu. Crinch criiiinch crinch... vários crinschs depois, as unhas já não o incomodavam. Então voltou para a caixinha mágica e toda a noite brincou - tlec- tlec- tlec... tlecou até ser dia...

Lizzie disse...

CONFIDENCIAL

Exmo Sr Presidente dos EUA, Barak Obama:

Venho por este meio alertar V. Exª, que neste pequeno recanto do mundo onde me encontro, Hospital Distrital de S. Pedro do Samouco, poderá estar a desenhar-se um atentado à segurança planetária de que V. Exª foi empossado guardião.

Na minha qualidade de médico assistente neste serviço, prescrevi medicação de terceira geração às aparentemente vitimas de um surto de psicose, medicação essa a que não responderam, ao fim dos oito dias, consoante as indicações dos folhetos informativos contidos nas embalagens carimbadas como amostras gratuitas.
Tal facto leva-me à conclusão evidente não se tratarem de doentes mais sim de conspiradores da época pós 2001-Odisseia no Espaço, comandados por um Ser Verde de boca e nariz descartáveis e cujos olhos vermelhos, de congestão sanguínea, denunciam a compulsão obcessiva na ingestão de tisana de bagaço com cheiro a cerveja e a tremoço moído.
Mais informo que é douto em latim tendo nessa língua longas conjuras com O Criador e seus embaixadores.

Observo como cúmplices:
- mulher vestida de preto e colar de pérolas, cabelo curto que ora fala espanhol ora português, ora inglês e ocasionalmente alemão bem como galego e açoreano, não usando vírgulas em qualquer das línguas. Por cima da cabeça usa aura luminosa com a qual joga ao ringue com

- mulher caminhante que veste lençol preto e acaricia musgos e outros verdes. Transporta ao pescoço máquina fotográfica de marca 007 com a qual regista janelas e

-patos, sujeitos neste momento a psicanálise por se dizerem memória incorporada de tempos de inocência;

-gato sorrateiro perito em informática e nome Alá e que pede manicura, em indecifrável gatês. Solicitando tradução ao meu assistente Gato das Botas, soube tratar-se, antes,de um relatório apresentado à Camorra no sentido do furto de uma misteriosa pedra nascida em Estremoz e criada em Alcobaça com vista à futura carreira de balcão de cervejaria de duas estrelas excluída do guia gastronómico Michelin apesar de servir erozes fritas ou em ensopado;

-dama vestida de general sem pátria definida, cuja insignias e comendas são martelos em miniatura. Faz-se acompanhar dos referidos objectos, mas em tamanho natural. Seguem-na, como um séquito, nas suas deslocações.

Mais não refiro a V. Exª julgando tratar-se o exposto o suficiente.

Querendo dignar-se, tenho a humildade de o convidar para ceia no Centro de Congressos "Os Cardeais", onde estarão presentes entre outros suas Exas O Criador, O Desfazedor, O Cozinheiro, Georges Simenon, Patilhas e Ventoínha, Manoel de Oliveira, Cristiano Ronaldo, Socrates, Aristóles e Paltão bem como o Livro Moby Dick, representante das causas difíceis, além de mim próprio.
O Supremo Porta-Voz do Criador não admite mulheres nem outros seres de alma indefinida.

Com os melhores cumprimentos

Engº Phill Collins

(director do Serviço de Saúde Mental)

Lizzie disse...

ps: peço desculpa pelos evidentes erros ortográficos e gralhas da missiva, mas, como compreenderá,o cenário conspirativo impediu-me de repouso nocturno bem como as luzes das naves extraterrestes estacionadas no interior da minha caixa craneana, mais precisamente, no lobo frontal esquerdo.

prof disse...

permita-me que o cite, caro alien8: «iu donut?» - sim, que eu ainda não comi nenhum!

prof disse...

ai don tci it!

Arabica disse...

Rclamo desde já o direito do Iluste, Devoto e Viajado Pato Donald poder acompanhar o séquito acima citado.



Quanto ao Gato Alá :) entrou-me agora pela janela...diz que depois da noite passada a teclar, precisa de um café :)

Alien8 disse...

Arabica,

Estava bem arranjado se me pusesse agora a responder taco a taco aos textos looooogos loooongos que por aqui se têm produzido! Brilhantes análises, sem dúvida, excelentes pontos de vista, mas... ninguém acerta, c'os diabos! Este recado é para quem os escreveu, a começar por ti :)

Assim, vou simplesmente declarando à moçoila que aterrar em Poirot não é coisa que se faça e que o pobre do Verbo não fez nada de mal (apesar de ser uma sugestão muito original!) :)

Patos e gatos, pois seja, parece mais uma Arca de Noé do que um séquito, mas está bem, por mim não há objecções.

Vou-me embora, ainda a sacudir uns pingos de chá... :)

Alien8 disse...

Prof,

O início (não, não é o Verbo) da resposta está na resposta à Arabica. Depois...

Valha-me Alá, que a imaginação destas pessoas é extraordinária!

Aqui há gato! E gato escultor!

'Tadinho do Alá, ele que sabe teclar tão bem e é tão amigo do seu companheiro verde (que, aliás, nunca ficou amarelo, precisamente graças às tisanas, que servem é para prevenir:)

Alá é um artista felino, mas não, também não foi ele que gravou na pedra aquelas aleivosias (que palavra tão gira!).

Faça o favor de se servir de uma donete, acompanhada (ahah!) de uma certa tisana que aqui deixo. Pois:)

Duiuci dedonetenau?

Alien8 disse...

Lizzie,

Tudo começa na resposta à Arabica. E depois na resposta à Prof. E depois...

Caramba, o Obama não vai mesmo ter mãos a medir!!!

E, afinal, o Phil não era Dr., era Engº., mas da Independente ou a sério? E médico também, o homem é bidoutor e ainda tem tempo para compor, cantar, tocar bateria, produzir discos (incluindo voadores) e escrever cartas ao Barack. É obra!

Mas aquilo que mais me emociona é mesmo a perspectiva de rever o Inspector Patilhas e o seu subordinado Ventoínha. Tenho que arranjar um convite para esse jantar, ou armar-me em penetra - o que, por acaso, não me é nada difícil, graças ao meu estatuto alienígena...

Pois temos aqui uma análise psicótico-surrealista dos factos, vinda do Samouco e com pedra de balcão de cervejaria e eirozes e tudo... já estou todo baralhado, sobretudo com a qualidade dos cúmplices apontados, alguns a falarem línguas esquisitas, por isso me assino

Call me Ishmael.

P.S. (Salvo seja!): E mais declaro que esta resposta também é para as ilustres comentadoras antecedentes.

Arabica disse...

Alien :))


Tenho um gato a mais pata te oferecer :) Passas por lá?

Alien8 disse...

Arabica,

Já passei... e obrigado!

Lizzie disse...

Caro Ishmael
(desculpe-me o defeito da pronúncia bem como o facto de não saber latim):

dadas as suas dúvidas venho esclarecer a minha situação académica através do meu curriculum vitae ( a esta e a et coetera se resume o meu conhecimento da língua defunta)

Nasci num dia 30 de Fevereiro na freguesia de Ólhó Torto de Baixo.
Cedo o meu pai me matriculou na escola do clube de futebol da Sociedade Recreativa Amigos da Bisca, fundada pelo emérito José Maria, afilhado do glorioso Eusébio, alto como Torres.

Já imigrado em Vila Franca de Xira, fiz carreira de dois anos como defesa lateral direito no clube Forcado Gingão Franquense.
Por esse facto foi-me dado o décimo segundo ano de escolaridade.
Por lesão, passei a mecânico da camioneta Datsun ao serviço do clube. Quando foi mudada para uma Toyota adquirida nos salvados de Sacavém, passei à construção do muro das instalações.

Por ter feito uns projectos audaciosos, foi-me dada a possibilidade de frequentar sete cadeiras na Universidade Dependente De, onde cumpri licenciatura de engenhenharia civil.

A partir daí os meus conterrâneos passáram a tirar o chapéu quando comigo se cruzam.

A seguir fui delegado de propaganda médica num labóratório especializado em rebuçados peitorais, e universais, Dr Bayard, bem como em Bálsamo Analgésico caseiro Tia Júlia.

Fui eleito deputado pelo PSAPT,mais tarde fui nomeado secretário do secretário do secretário do Secretário de Estado na área da gestão da Doença e Mau Estar Gástrico Prof Poirot8.

No ambito do acordo ortográfico e de Bolonha e fazendo a cadeira de Anatomia Supra Cervical, obtive a pós graduação em Medicina com a média de 19,99999 com vista à gestão financeira do hospital acima.

Fui eu que acabei com a mania institucionalizada de as pessoas ficarem doentes e serem operadas bem com extingui depressões e outros vícios do espírito.

Pago o preço de estar á frente do meu tempo porque os outros que se dizem médicos e dizem palavras com prefixos de origem grega, não me falam. É o destino dos homens grandes. A solidão de olhar o futuro.

Será bem recebido na Ceia. A senha de entrada é "morra o Dantas, morra pim"

Os meus respeitos

Dr Engº

Phill Collins da Conceiçâo

legivel disse...

Caro Allien8,

Os investigadores dos diversos C.S.I´s que por aí andam, ao lerem o que aqui se edita, deviam pintar a cara de vermelho, tal a vergonha que devem sentir por resolverem os casos mais bicudos no tempo em que um fósforo leva a apagar, pois manda a cultura policial (e a boa educação) que um suspeito apenas o deverá ser de facto, após (pelo menos!) seis meses do delito praticado e se para tal existirem provas suficientes... o que me parece não ser ainda (felizmente!) o caso vertente.

Aproveito a oportunidade para agradecer o volume de comentários aqui deixados que decerto me vão proporcionar muitas horas de agradável leitura nas férias deste ano.

Abraço.

Arabica disse...

Já experimentei o chá, a tisana, o vinho tinto e o verde, o quente com canela e as canelas no vinho quente.

Nada resulta.


Não tenho formação académica para compreender pedras ou latim ou grego (por isso me tenho visto grega). Não tenho imaginação. Não consigo falar em privado com Poirot. Não consigo falar com a Narradora, que parece ter ido a um funeral e ficou a assistir a uma mudança radical ao rosto da Lua. A coreografa de serviço saiu e levou o sol. Tu não atas nem desatas. A Lola hibernou na Lua (com a musica da Cesária). A Prof. deixou o gato à solta e fechou a porta. Desisto.

Estou farta de bater com a cabeça na pedra, mas nunca faz luz. Só estrelinhas.

Como te ia dizendo, desisto.

Amanhã passo por cá para ver se o famigerado autor do roubo já foi descoberto. aTé lá fico a fazer palavras cruzadas.

Beijos e bom fim de semana.

Alien8 disse...

Lizzie / Engº. Phil Collins da Conceição,

Uma vez que sou bem-vindo na ceia, confiro-lhe desde já mais um grau académico, à sua escolha, e pronto, é merecido.

Até gosto da senha. Pim!

Quero também garantir que o seu título de Engenheiro é totalmente legítimo, dadas as convincentes explicações. E o Latim não faz falta a ninguém.

Quod erat demonstrandum!

Ah, que bem conheço o destino dos grandes, não posso dizer homens, dada a minha natureza alienígena, mas lá alto sou, pelo menos para alien.

Estive com o Poirot8, que me pediu que lhe desse cumprimentos e felicitações pela excelente média da pós-graduação em Medicina.

Agora que acabou com as doenças e, principalmente, com os doentes, irá certamente dedicar-se a ocultas engenharias. Desde que não se meta em política, está tudo bem.

Muito Atentamente,

Prof. Dr. Engº. Arqº. Alien8, Mestre em Tudo.

Alien8 disse...

Caro Legível,

Esses pseudo-investigadores dos CSIs não passam da televisão à vida real, esse é que é o problema. Coitados, haviam de se ver completamente aflitos, com as suas pistas omnipresentes e maquinetas esquisitas...

Não quero com isto dizer que este caso que por aqui anda não seja resolvido em menos de 6 meses... mas Poirot é Poirot, e está tudo dito.

A caixa de comentários está uma obra-prima, tenho de concordar.

Um abraço.

Alien8 disse...

Arabica,

Minha amiga, cuidado com essas misturas! Não resolvem nada e dão cabo das entranhas. Sim, as tisanas também, quando no meio de vinhos e canelas. E depois admiras-te de não conseguires falar com ninguém, e de dares com a cabeça na pedra! :)

Bom, ao menos tens as estrelinhas para te entreteres.

O mistério não tardará a ser desvendado. Há que dar voz à Teresa, que está sem tempo, mas virá dizer de sua justiça - e, quem sabe, talvez tenha a solução. Ou não :)

Até lá, boas palavras cruzadas!

E um beijo.

prof disse...

Aviso à navegação:
É provável que avisteis fumo branco, mas não vos iludais; non habemus Papam... são só os dois neurónios que me restavam que entraram em combustão acelerada... resta-me esperar pela solução eventualmente apontada pela Teresa. Ou não.
Só sei que nada sei...
boa semana

Beatriz,tira o dedo do nariz disse...

Que texto original Alien, gostei imenso!
Em relação aos meus "dois livros e meio", já li os três! :D
E sinceramente, a decisão de ir para Ciências Tecnológicas é mesmo para ser obediente aos testes psicotécnicos, se não fosse isso não tinha rumo!
Um beijinho

Alien8 disse...

Prof,

Como dizia o outro, é só fumaça :)

Não sei se a Teresa terá a solução. Eu, neste momento, já a tenho... mas vou esperar por ela, que bem merece, e fazer um intervalo que se me impõe.
Boa semana!

Alien8 disse...

Bea,

Obrigado e parabéns por teres acabado os 3 livros :)

Espero que te dês bem com as tais de Ciências Tecnológicas :)))

Vais dar-te bem, com certeza!

Um beijinho para ti, e diverte-te, que é Carnaval!